Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Dengue: o perigo que pode estar ao redor

Ações do Unicef reforçam a importância da participação de toda a comunidade para pôr fim ao mosquito

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Um mosquitinho pequeno mas forte o suficiente para causar um verdadeiro estrago: dor no corpo e nos olhos, febre alta, mal-estar e, nos casos mais graves, até a morte. O Aedes aegypti, o mosquito transmissor da dengue, precisa só de um pouquinho de água limpa para se reproduzir. 

Por isso, é preciso estar vigilante e ficar de olho em cada cantinho da casa. Além da doença, ele ainda pode causar outras arboviroses, ou seja, doenças transmitidas por mosquitos, como zika, chikungunya.

COMUNICADOR: Disponibilizamos dois conteúdos menores para que você possa repetir durante o dia na sua programação 

Para enfrentar o mosquito, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) se une à sociedade civil para desenvolver materiais educativos voltados para profissionais de saúde. Outra ação do fundo é a criação de um material pedagógico voltado para a comunidade escolar, que será lançado em 2024. https://www.unicef.org/brazil/relatorios/arboviroses-na-pratica

Para o oficial de Saúde do Unicef Gerson da Costa Filho o engajamento da população ainda é a forma mais importante de combater o mosquito.

"O controle das arboviroses passa por esforço e engajamento de todos. A gente precisa da comunidade, mobilização popular, para além dos esforços do poder público. Não só para eliminar criadouros e, com isso, diminuir a infestação do vetor. Mas também para identificação de circulação do vírus, dos casos, a notificação, controle e bloqueio.”

O diretor do Departamento de Vigilância Ambiental da FVS-AM, Elder Figueira, explica que o mosquito da dengue costuma procriar em depósitos artificiais, como vasilhas plásticas e lixo mal acondicionado. E a falta de abastecimento de água, comum na região amazônica, pode acabar favorecendo os criadouros. 

“Como a população vai sempre precisar fazer aquele estoque de água no fundo do quintal, na cozinha e aquilo ali que é água limpa, parada, na sombra, vira um criadouro do mosquito.” 

10 minutos contra a dengue

Uma iniciativa criada pela Secretaria de Saúde do Amazonas em parceria com a Fiocruz — e que depende totalmente da população para acontecer — tem dado resultados. São os “10 minutos contra a dengue”.

“Dez minutos semanais, dá aquela olhada, verifica se tem alguma coisa acumulando água, e descarta; tenta eliminar o depósito. Se for alguma coisa muito grande, você não conseguiu eliminar, — caixa d'água, calha — entre em contato com o agente de saúde, ele tem os larvicidas, vai fazer o tratamento para você — e você também ajuda a eliminar esse criadouro maior”, explica o diretor do Departamento de Vigilância Ambiental. 

A melhor forma de evitar a dengue é combater os focos de acúmulo de água, locais propícios para a criação do mosquito transmissor da doença. A orientação é a adoção da lista de verificações semanal, de 10 minutos de duração, de modo que a população possa agir para identificar os possíveis criadouros, como garrafas, vasos de plantas, pneus, bebedouros de animais, sacos plásticos, lixeiras, tambores e caixas d’água.

Quanto menor a idade, maiores os cuidados

O trabalho em casa é fundamental, mas outros locais, como escolas, também precisam de atenção, ainda mais por serem ambientes que concentram crianças — que tem o sistema imunológico mais frágil e chances maiores de terem um quadro grave da dengue. 

Os sintomas clássicos são sempre febre, dor nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas  vermelhas no corpo. Cada organismo vai responder de uma maneira diferente. Elder Figueira faz um alerta importante para o acompanhamento das crianças que estejam dengue.

“Pai, mãe, cuidado: se vai escovar o dente da criança e vê que está sangrando a gengiva, isso é um sinal de alerta importante. Se a criança reclama que está com dor abdominal, isso é um sintoma importante porque pode significar o início de uma hemorragia interna e é um sintoma de que essa dengue está ficando grave. Leve então na unidade de saúde para que seja tratado adequadamente.” 

Em casa, a recomendação é manter a criança hidratada, mesmo sem sede, e monitorar sempre a febre. Se subir demais, a orientação é levar para a unidade de saúde.

 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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