Dispositivo Intrauterino (DIU) ofertado pelo SUS. Foto: Por: Elmano Pantoja/ Governo do Amapá.
Dispositivo Intrauterino (DIU) ofertado pelo SUS. Foto: Por: Elmano Pantoja/ Governo do Amapá.

DIU: SUS realiza 31,6 mil procedimentos para colocação do DIU em mulheres em idade fértil em 2021

Além do dispositivo intrauterino (DIU), a Atenção Primária do SUS oferece, de maneira gratuita, mais oito métodos contraceptivos. Investimentos da pasta, em 2021, na compra desses métodos, foi de R$ 95 milhões

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O Ministério da Saúde investiu mais de R$ 95 milhões na compra de métodos contraceptivos, no último ano. Estão disponíveis nove métodos diferentes, entre eles o Dispositivo Intrauterino (DIU), o qual é considerado seguro e possui longa duração. No ano passado, o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 31,6 mil procedimentos para colocação do DIU em mulheres em idade fértil. 

Além do DIU, o serviço de planejamento familiar também oferece o uso de anticoncepcionais, orais e injetáveis; preservativos femininos e masculinos, dentre outros métodos (veja a lista abaixo).

Métodos contraceptivos disponíveis no SUS

  • Anticoncepcional injetável mensal;
  • Anticoncepcional injetável trimestral; 
  • Minipílula;
  • Pílula combinada;
  • Diafragma;
  • Pílula anticoncepcional de emergência (ou pílula do dia seguinte);
  • Dispositivo Intrauterino (DIU); 
  • Preservativo feminino; 
  • Preservativo masculino;
  • Laqueadura e vasectomia.

As ações do programa têm por objetivo garantir às famílias o direito de ter quantos filhos quiser, no momento que lhes for mais conveniente, com toda a assistência necessária. 

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O investimento em planejamento familiar faz parte das estratégias para a assistência integral à saúde da mulher dentro do SUS.  Segundo a diretora do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas (DAPES), Lana de Lourdes Aguiar Lima, os recursos são destinados a estados e municípios anualmente. “Nós recebemos essas informações do território, qual o método anticoncepcional que eles querem, a quantidade que eles querem, e a partir daí destinamos esse recurso para a compra”, explica. 

DIU: O que é?

O Dispositivo Intrauterino (DIU) é um método contraceptivo não-hormonal ofertado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Altamente eficaz e de longa duração, é uma excelente opção para mulheres que não estejam programando uma gestação nos próximos anos. Com durabilidade de até 10 anos, pode servir também como um contraceptivo de emergência, quando inserido dentro de cinco dias após o ato sexual sem proteção.

A estudante Maria Eduarda Matos, de 22 anos, colocou o DIU em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em Brasília em maio deste ano e se surpreendeu com a rapidez do processo. Após uma consulta e a solicitação de exames, logo em seguida o procedimento foi agendado. “Eles fizeram uma triagem, o processo é bem tranquilo e rápido.”, contou. 

Desde o segundo semestre de 2021, o Ministério da Saúde tem oferecido  qualificação dos médicos da Estratégia Saúde da Família (ESF) para oferta, inserção e acompanhamento das mulheres que optarem pelo uso do  DIU. A estratégia de ampliação teve destaque na região Norte do país, que já atendeu mais de três mil mulheres. 

DIU: números de procedimentos de inserção feitos pelo SUS 

Ano 2019 (Jan a Dez) - 19.983
Ano 2020 (Jan a Dez) - 14.187
*Ano 2021 (Jan a Dez) - 31.687
*Dados preliminares

Planejamento familiar 

O planejamento familiar faz parte da assistência integral à saúde e deve ser oferecido para todos os brasileiros. A garantia é assegurada pela Lei Federal 9.263/96. É obrigação do Sistema Único de Saúde (SUS) ofertar métodos de contracepção cientificamente comprovados. 

“Além dos métodos de contracepção, o planejamento familiar do SUS inclui o aconselhamento pré-concepcional como cuidado pré-natal. Essa medida visa conhecer as expectativas da mulher em relação à gravidez, além de identificar fatores de risco ou doenças que possam interferir na futura gestação”, destacou a coordenadora-geral de Ciclos da Vida substituta, Dressiane Zanardi Pereira.
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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