Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
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Estágio: número de estudantes inseridos no mercado aumentou 30% no primeiro semestre de 2023

Dados são do IEL, uma das principais instituições que fazem a ponte entre estudantes e empresas. Conhecimento de idiomas e proatividade são algumas das habilidades mais buscadas pelas empresas nos candidatos

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O número de estudantes inseridos no mercado de trabalho por meio de estágios aumentou 30% no primeiro semestre de 2023. Os dados são do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), uma das principais entidades do mercado de trabalho, responsável pela ponte entre as instituições de ensino e a indústria para a inserção de jovens em vagas de estágio.

Nos primeiros seis meses deste ano, o IEL inseriu mais de 43 mil estudantes em empresas por todo o país, um aumento de 30% em comparação com o mesmo período de 2022. 

A gerente-executiva de Negócios do IEL, Patrícia Fernandes, destaca a relevância dessa experiência para o estudante.

“A importância do estudante fazer um estágio antes de terminar o curso é a possibilidade que ele tem de ingressar no mercado de trabalho sem a exigência da experiência profissional. A empresa vai desenvolvendo esse estudante em competências técnicas, em competências comportamentais e vai preparando para futuras oportunidades dentro da organização.”

O especialista em gestão de pessoas Pedro Vitali ressalta que o estágio é uma etapa crucial na vida do estudante. 

“[O estágio] ele serve como uma espécie de ponte, ligando o que a gente aprende no ambiente acadêmico ao mundo profissional real. É a chance de colocar em prática todos aqueles conceitos e teorias que a gente vê na sala de aula. O estágio ele pode ser a porta de entrada para construir uma rede de contatos. Então é a oportunidade de conhecermos pessoas, fazermos conexões e isso pode até mesmo virar uma oferta de emprego, quando a gente se forma.”

Vitali também comenta o benefício para a empresa que contrata estagiários. 

“O estágio é uma forma muito eficiente das empresas treinarem os seus potenciais futuros colaboradores. A gente pode enxergar isso como uma forma de economizar tempo, economizar recursos, e tende a ser muito mais assertivo na hora de escolher o profissional que vai ocupar uma cadeira, qualquer que seja.”

Áreas de atuação

Segundo levantamento do IEL, as áreas que mais contratam estagiários no Brasil são Administração, Direito e Ciências Contábeis. Segundo Pedro Vitali, as empresas têm muita demanda por serviços na área de Administração.

“As empresas, independente do tamanho, têm uma demanda constante por gestão eficiente. E os estagiários dessas áreas têm uma versatilidade muito grande e podem trabalhar desde recursos humanos até logística para poder ajudar a organizar e a otimizar processos internos.”

Ele também destaca o papel dos estagiários na área de Direito. “Os escritórios de advocacia, os departamentos jurídicos de grandes empresas frequentemente contratam estagiários dessa área, porque eles têm oportunidade de auxiliar na análise de processos, de elaborar uma grande quantidade de documentos e em pesquisas de jurisprudência. Então essa é uma relação benéfica para todos os lados, onde os escritórios recebem o suporte nas suas demandas e os estudantes conseguem, por meio desse suporte, ganhar a experiência e a vivência que precisam para ter excelência na área de atuação”.

Outro destaque, segundo o especialista em gestão de pessoas, é a área de Marketing e Comunicação. 

“A gente tem também o universo do Marketing e da Comunicação, onde o dinamismo é uma constante. Os jovens estagiários dessas áreas podem trazer novas ideias, novas perspectivas, renovar o ares e atuar em atividades de gestão de redes sociais, criação de conteúdo, que tem sempre muita coisa nova.”

Lorena Rodrigues, de 20 anos, está cursando o sexto período de Comunicação. Para ela, o estágio é uma oportunidade de colocar em prática o que aprende em sala de aula. 

“Eu acredito que o estágio, além de você adquirir experiência do curso em si,  colocar em prática os conhecimentos do curso, é importante também para adquirir o conhecimento de mercado de trabalho mesmo. É estar inserido ali em um grupo, estar inserido no ambiente profissional. É muito bom porque é além dos conhecimentos acadêmicos. Eu acredito que é um conhecimento de mercado profissional mesmo.” 

Além da experiência profissional, Lorena conta que passou a ganhar o próprio dinheiro pela primeira vez.

“Eu também passei a ganhar o meu próprio dinheiro. Então eu tive que aprender a administrar esse dinheiro; precisei estudar um pouco sobre planejamento financeiro, dividir minhas tarefas, minhas obrigações.”

Segundo o especialista em gestão de pessoas Pedro Vitali, embora o valor da bolsa de estágio costume ser menor em comparação com o salário de um profissional efetivado, essa remuneração pode trazer um alívio para os custos de vida e despesas acadêmicas do estudante. 

“E vale ressaltar também que o estágio não se configura como um meio de obter renda. Ele representa, antes de qualquer coisa, uma porta de entrada para o meio de trabalho. É uma oportunidade do estudante começar a construir a sua experiência profissional que, em médio e longo prazo, pode se traduzir em melhores perspectivas de um emprego melhor e, consequentemente, uma remuneração mais substancial.”

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Habilidades

Segundo levantamento do IEL, o conhecimento em idiomas, pacote office e photoshop são as habilidades técnicas que mais chamam a atenção no currículo dos estudantes. Proatividade, boa comunicação e escrita e comprometimento são as habilidades comportamentais mais procuradas em um bom candidato.

“Um candidato que mostra interesse, iniciativa, que busca soluções ao invés de apenas ficar esperando ordem, isso mostra que a pessoa está engajada e está pronta para de fato contribuir nas atividades da empresa. Outra habilidade que é fundamental é buscar por uma comunicação eficaz. Então ter clareza ou expressar ideias e tentar evitar os mal-entendidos facilita demais a interação harmoniosa com a equipe. Uma comunicação, no meu ponto de vista, é primordial. O que já linca com trabalho em equipe que é uma competência também crucial”, destaca o especialista em gestão de pessoas Pedro Vitali. 

Ele também elenca adaptabilidade, ética profissional, conhecimento técnico, capacidade de resolver problemas, gestão de tempo e vontade de aprender como habilidades fundamentais buscadas pelas empresas nos bons candidatos a vagas de estágio.

A gerente-executiva de Negócios do IEL, Patrícia Fernandes, dá dicas para os estudantes se saírem bem na entrevista. 

“Contem suas histórias, seus projetos, resultados alcançados, conhecimentos, ação social praticada, viagens. Comentem sobre algum livro que trouxe algum aprendizado”, recomenda.

IEL

Patricia Fernandes explica como o IEL atua com os estudantes cadastrados e as instituições de ensino. 

“O IEL mantém parceria com quase 100% das instituições de ensino. E para os estudantes cadastrados, buscamos uma oportunidade de estágio que atenda o seu perfil. Além disso, o IEL oferece uma trilha de capacitação que desenvolverá competências fundamentais para o mercado de trabalho, além de capacitar os supervisores de estágio. Além de todo o aprendizado, o estagiário receberá uma bolsa auxílio e alguns benefícios que o ajudará nesse período escolar. O IEL oferece suporte em todas as etapas do programa, desde a triagem, recrutamento e seleção, na parte de gestão dos contratos de estágio e na capacitação.”

Atualmente, o IEL está com 4.297 vagas de estágio abertas em 13 estados: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Santa Catarina e Tocantins. Tem oportunidades nas áreas de Administração, Ciências Contábeis, Marketing, Publicidade e Propaganda, Jornalismo, Terapia Ocupacional, Pedagogia, Engenharias e Ensino Médio. As bolsas variam entre R$ 200 e R$ 2,5 mil, além de auxílio transporte e vale-refeição.

Para saber mais, acesse portaldaindustria.com.br/iel.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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