"Eu saí da Caetés (interior de Pernambuco) para São Paulo como uma criança a mais de oito filhos em um Pau de Arara. E saímos para não morrer de fome nem de sede”, disse, emocionado, o presidente Lula. (Foto:Dênio Simões/MIDR).
"Eu saí da Caetés (interior de Pernambuco) para São Paulo como uma criança a mais de oito filhos em um Pau de Arara. E saímos para não morrer de fome nem de sede”, disse, emocionado, o presidente Lula. (Foto:Dênio Simões/MIDR).

Governo Federal inaugura Estação Elevatória de Água Bruta da primeira etapa Adutora do Agreste Pernambucano

Assim que o projeto estiver finalizado, serão 1.500 km de adutoras que levarão 4 mil litros por segundo de água da Transposição do Rio São Francisco para abastecimento da região agreste do estado.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, inauguraram nesta quinta-feira (4), a Estação Elevatória de Água Bruta (EEAB) de Ipojuca e do trecho Belo Jardim - Caruaru da primeira etapa da Adutora do Agreste de Pernambuco, no município de Arcoverde.

Num evento que contou com a participação da população, o presidente Lula relembrou das dificuldades que passou devido à escassez de água na sua infância e não escondeu a felicidade de voltar ao estado em que nasceu. “Eu saí da Caetés (interior de Pernambuco) para São Paulo como uma criança a mais de oito filhos em um Pau de Arara. E saímos para não morrer de fome nem de sede”. E prosseguiu, sob aplausos: “Esse nordestino que saiu daqui para não morrer de sede volta para fazer a Transposição do São Francisco. E isso só pode acontecer por uma razão, que é a fé por causa da crença de vocês. Se vocês não acreditassem e não tivessem fé, jamais teriam voltado para a Presidência da República em um pernambucano. Vocês votarem em mim foi um ato de fé, de coragem. E após tantos anos, estou aqui com vocês apreciando água saindo da torneira de vocês”.

O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, coordena a pasta que uma das políticas públicas é oferecer segurança hídrica a quem mais precisa. “Uma das recomendações que o presidente Lula fez a mim e a todos os colegas ministros nos primeiros dias de governo, na primeira reunião presidencial, com a equipe do governo. E esta foi uma delas: cuidar da obra da Adutora do Agreste Pernambucano, que se junta a tantas outras obras interligadas à transposição do Rio São Francisco, mas outras dezenas de obras que não são ligadas à transposição, mas que fazem parte de toda infraestrutura hídrica para garantir segurança aí para o povo nordestino”, ressaltou o ministro Waldez Góes.

O chefe da Pasta citou a participação do presidente Lula na PEC da Transição, visto que o governo anterior tinha deixado poucos recursos para obras importantes no País. “Em 2023, não foi só um ano para nos alinharmos à situação. Nós já pudemos trabalhar efetivamente, graças ao trabalho do presidente no Congresso Nacional garantindo verba parta obras como essa da Adutora do Agreste, para o Cinturão das Águas do Ceará, para Oiticica e Apodi, no Rio Grande do Norte, para obra das Vertentes Litorâneas, na Paraíba, dando a demonstração clara de quanto ele foi e continua sendo o maior responsável pelo pela Transposição do Rio São Francisco”, concluiu Waldez Góes.

Sistema integrado

  A Adutora do Agreste é o maior sistema integrado de adutoras de abastecimento humano do Brasil e um dos maiores do mundo. Quando todo o projeto estiver finalizado, serão 1.500 km de adutoras que levarão 4 mil litros por segundo de água da Transposição do Rio São Francisco para abastecimento da região agreste do estado. Até o momento, o Governo Federal investiu mais de R$ 1,2 bilhão no projeto, enquanto o estado, como contrapartida, aplicou R$ 200 milhões.

Atualmente, seis municípios já são atendidos. Com a inauguração da Estação Elevatória, serão nove. O abastecimento será expandido de 190 mil para 615 mil pessoas. A estação elevatória inaugurada nesta quinta é essencial para a finalização da primeira das duas etapas do projeto, quando 23 municípios e 1,3 milhão de pessoas serão beneficiadas. A conclusão está prevista para 2026.

 Os municípios beneficiados quando a primeira etapa for completamente finalizada serão Arcoverde, Pesqueira, Alagoinha, Sanharó, Belo Jardim, Tacaimbó, São Bento do Una, São Caetano, Caruaru, Bezerros, Gravatá, Santa Cruz do Capibaribe, Toritama, Brejo da Madre de Deus, Pedra, Venturosa, Buíque, Tupanatinga, Itaíba, Águas Belas, Iati, Cachoeirinha e Lajedo.

Uma das beneficiárias com as obras da Adutora do Agreste Pernambucano é a dentista Maria do Socorro Vidal de Oliveira. “Sou filha de agricultores, então a nossa família precisa e muito de água, tanto para consumir como para produzir. Só o presidente Lula para poder fazer essa ação, pois é uma obra muito esperada pela população e a gente espera que principalmente a agricultura familiar possa crescer com o investimento. A gente precisa que as pessoas comecem a viver da própria terra.

O sistema é composto por unidades de captação, adutoras de água bruta, estação elevatória de água bruta, reservatório de água bruta, estação de tratamento, adutoras de água tratada e estações elevatórias de água tratada.

A segunda etapa ainda está em fase de contratação. Quando for concluída, o sistema adutor pernambucano vai beneficiar um total de 2 milhões de habitantes em 68 municípios.

Fonte: MIDR

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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