Foto: Reprodução SESAU/RR
Foto: Reprodução SESAU/RR

Malária em Roraima: 34,5 mil casos registrados em 2023

As ações do Programa Brasil Saudável, que reúne 14 ministérios, para eliminação da doença até 2035 e o fim das mortes até 2030

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Transmitida pela picada do mosquito-prego infectado pelo parasita do gênero Plasmodium e caracterizada por febre, calafrios, tremores, suor excessivo e dores de cabeça e no corpo, a malária persiste como um problema de saúde pública em Roraima. Entre 2018 e 2022, foi responsável pela morte de 87 pessoas no estado. Apenas no ano passado, o estado registrou 34,5 mil casos dessa doença infecciosa, considerada pelas autoridades de saúde como uma doença socialmente determinada. Os dados são do Ministério da Saúde. 

Uma das pessoas que contraíram malária nos últimos anos foi a professora Darlene Moraes, de 34 anos, moradora de Boa Vista (RR). Ao longo da vida, ela teve a doença 10 vezes. A primeira foi aos sete anos, quando morava num assentamento no município de Iracema (RR). “Lá, não tinha saneamento básico. Era uma área nova, um assentamento da reforma agrária – e minha família foi uma das primeiras a desbravar o local –, não tinha nada, só mesmo a estrada”, descreve.

As condições relatadas pela Darlene estão ligadas ao surgimento de casos da doença. De acordo com o Ministério, a malária é mais presente em áreas rurais, assentamentos, terras indígenas e em regiões de garimpo. [veja infográfico abaixo]


Fonte: Ministério da Saúde 

Atualmente, Darlene vive em Boa Vista. Na cidade, ainda há casos de malária e ela conta que costuma se prevenir evitando áreas de mata e rios no início da manhã e após o entardecer — horários que o mosquito costuma picar mais. “Evitamos ficar em beiras de rio. Principalmente no período do inverno, quando as águas sobem muito”, completa a professora.

Malária: Programa Brasil Saudável e as metas de eliminação 

A malária é uma doença evitável e, se tratada adequadamente, tem cura, segundo o Ministério da Saúde. Mas as condições sociais têm forte influência na perpetuação da enfermidade enquanto problema de saúde pública. Para combater esta e outras 10 doenças e cinco infecções, em fevereiro o governo criou o programa Brasil Saudável. 

O programa reúne ações de 14 ministérios frente às populações e territórios prioritários para diagnóstico e tratamento da doença, acabar com a fome e a pobreza, promoção da proteção social e dos direitos humanos, capacitação de agentes sociais, estímulo à ciência, tecnologia e inovação e expansão de iniciativas em infraestrutura, saneamento e meio ambiente. 
“A gente tem que atuar em várias frentes. Assim se diminui a carga global da doença e, conjuntamente com isso, nós trabalhamos com a utilização de mosquiteiros, de inseticidas, na educação em saúde, repelentes, telas nas casas. Mas o mais importante é diagnosticar e tratar ", explica o coordenador de Eliminação da Malária do Ministério da Saúde, Alexander Vargas, pasta que coordena o Brasil Saudável.
A meta do programa é eliminar a transmissão da doença até 2035 e zerar as mortes até 2030.

Malária: enfrentamento em Roraima 

Para cumprir o Plano de Eliminação da Malária, recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que segue as mesmas metas do Brasil Saudável, o estado de Roraima se apoia em três pilares:

•    Garantir o acesso universal à prevenção, diagnóstico e tratamento de malária;
•    Acelerar os esforços rumo à eliminação e obtenção do status de país livre de malária;
•    Tornar a vigilância da malária uma intervenção central.

O estado fica responsável por receber do governo federal todos os insumos de enfrentamento como medicamentos, testes rápidos, mosquiteiros impregnados e inseticidas. Cabe aos gestores estaduais e municipais garantir à população o acesso ao serviço para o tratamento da malária, como explica o gerente do Núcleo Estadual de Controle da Malária, Gerson Castro.

“Aqui, organizamos os municípios descentralizados. Temos uma rede de laboratório muito ampla de microscopia de malária. Nos locais onde não tem microscopista para malária, descentralizamos e avançamos com o teste rápido, que possibilita o diagnóstico em 15 minutos e iniciar logo o tratamento”, explica o gestor. 

Os municípios ainda recebem do Ministério da Saúde um recurso para cuidar da Vigilância em Saúde. Cada cidade tem a sua própria gerência de endemia, com equipes capacitadas para supervisionar os microscopistas, “onde há um controle de qualidade muito grande para poder fazer um diagnóstico preciso da doença”, complementa Castro.

Malária: detecção e tratamento

A Atenção Primária do SUS está preparada para tratar a malária. O diagnóstico pode ser realizado tanto por exame microscópico, conhecido como gota espessa ou por teste rápido com resultado em poucos minutos. “Para ambos os métodos de diagnóstico, basta apenas coletar uma gotinha de sangue, ele pode ser feito por um microscópio”, complementa Alexander Vargas. Em áreas mais afastadas e de difícil acesso — como terras indígenas — microscopistas, agentes de endemia, agentes comunitários de saúde estão treinados e aptos a fazer o diagnóstico rapidamente. 

Assim como em outras doenças, o tratamento da malária é mais efetivo quando iniciado rapidamente — para que o parasito seja eliminado o quanto antes da corrente sanguínea e evite complicações. Se feito da forma correta e no tempo adequado, o tratamento garante a cura da doença.

Segundo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a recomendação da OMS é que o tratamento seja feito com combinações terapêuticas à base de artemisinina (ACTs) para o tratamento da malária falciparum. Já as infecções pelo Plasmodium vivax devem ser tratadas com cloroquina. Nos dois casos o paciente recebe o tratamento em regime ambulatorial, com comprimidos que são fornecidos gratuitamente pelo SUS. 

Em todas as vezes que pegou malária, a professora Darlene foi tratada na rede pública de saúde. Ela relata que todos os procedimentos ocorreram da mesma maneira: com Cloroquina e Primaquina. “Você toma primeiro os comprimidos brancos — Cloroquina — e depois os comprimidos marrons, de Primaquina. São sete dias de tratamento, os três primeiros com a cloroquina e depois fica só no outro medicamento”.  


O SUS está implementando um novo tratamento, com base na Tafenoquina. O Brasil é pioneiro no uso do medicamento, mais simples e eficaz.

De acordo com Alexander Vargas, trata-se de um medicamento ‘inovador’. “A vantagem é que ela é feita [administrada] num único dia — juntamente com a cloroquina que vai ser feita durante três dias — e a Tafenoquina fica até 28 dias no organismo evitando recaídas e aumentando a adesão das pessoas ao tratamento da malária”. 

Existem formas individuais e coletivas de se proteger da doença e ajudar nas metas de eliminação, são elas (Fonte: Ministério da Saúde): 
•    uso de mosquiteiros e telas em portas e janelas;
•    roupas que protejam pernas e braços;
•    uso de repelentes;
•    borrifação Residual intradomiciliar;
•    drenagem e aterro de criadouros;
•    pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor;
•    limpeza das margens dos criadouros;
•    modificação do fluxo da água;
•    controle da vegetação aquática;
•    melhoramento da moradia e das condições de trabalho;

Para mais informações sobre a malária e sobre o Programa Brasil Saudável, acesse www.gov.br/saude. Você também pode ligar para o Disque Saúde 136. O serviço funciona 24 horas e a ligação é gratuita.
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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