O primeiro abatedouro de caprinos e ovinos deve gerar até R$ 4 milhões ao mês para a economia da região. (Fotos: Júnior Rosa/MIDR)
O primeiro abatedouro de caprinos e ovinos deve gerar até R$ 4 milhões ao mês para a economia da região. (Fotos: Júnior Rosa/MIDR)

Municípios pernambucanos recebem apoio para impulsionar o desenvolvimento regional

Ministro Waldez Góes inaugurou o primeiro abatedouro em Dormentes. Em Petrolina, o Centro de Tecnologia e Aperfeiçoamento entra em atividade na sede da Codevasf

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Localizadas no semiárido pernambucano, as cidades de Dormentes e Petrolina receberam, nesta quinta-feira (11), ações do Governo Federal que irão impactar diretamente no desenvolvimento social e econômico da população dos dois municípios e cidades vizinhas. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Marcelo Moreira, inauguraram o primeiro abatedouro de caprinos e ovinos, em Dormentes, e o Centro de Tecnologia e Aperfeiçoamento na sede da 3ª Superintendência Regional da empresa pública.

Para o abatedouro de caprinos e ovinos em Dormentes, foram investidos R$ 6 milhões. O frigorífico tem capacidade para abater até 200 animais por dia, com técnica que diminui o sofrimento animal. A expectativa é gerar até R$ 4 milhões ao mês para a economia da região.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado de Pernambuco possui um rebanho de ovinos (ovelhas e carneiros) superior a 3 milhões, e o município de Dormentes é o maior produtor, com 330 mil cabeças. Os números refletem a relevância dessa produção para a economia local.

Para realizarem o abate dos animais corretamente até hoje, os produtores tinham que se deslocar para outras localidades. Apesar de os caprinos e ovinos serem criados em Dormentes, a certificação do produto era obtida em outros municípios. Isso aumentava o custo para o produtor local, impactando no preço da carne para o consumidor.

O ministro Waldez Góes ressaltou que o investimento para reduzir desigualdades sociais e regionais é prioridade para o presidente Lula. “O abatedouro de caprinos e ovinos tem uma correlação direta com a inclusão. Pernambuco tem mais de três milhões de cabeças de ovinos e caprinos, e, só aqui em Dormentes, é possível ultrapassar mais de 500 mil cabeças. Então o potencial é imenso, mas durante séculos os nordestinos desta região e de outras sobreviveram sem tecnologia, sem inovação, sem os equipamentos necessários para agregar valor”, destacou Waldez.

“Com esse abatedouro, tenho certeza de que o desenvolvimento vai acontecer. A ideia dos produtores é abastecer bem aqueles que consomem em Dormentes, mas pode sonhar em ser fornecedor para outras regiões, aumentando a capacidade de produção”, prosseguiu o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional.

Certificação

O Abatedouro de Dormentes recebeu, em maio, a certificação da Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro). O equipamento foi submetido a uma série de análises de condições sanitárias antes de receber o alvará de funcionamento.O produtor rural, Josimar de Macedo, tem 32 anos e, desde quando tinha 15, atua no setor. “É uma região boa para trabalhar nessa área de ovinos e caprinos,e essa melhoria será satisfatória demais pra gente. Com a chegada do frigorífico, estou certo de que nossa produção vai ficar maior e com mais qualidade, agregando mais valor ao produto”, comentou Josimar.


 

‌Além do abate de animais, no frigorífico, serão feitos diversos produtos a partir da carne dos caprinos e ovinos, como linguiça, hambúrguer e sarapatel (prato produzido através das vísceras do animal).

O equipamento conta com estrutura física e tecnológica para garantir a qualidade e higiene da carne. Antes de ser abatido, é realizada no animal uma avaliação para atestar as condições de consumo dos caprinos e ovinos. O abate é feito de forma humanizada e rápida, para atenuar o sofrimento deles e preservar a qualidade da carne, uma vez que o estresse causado em outras formas de abate afeta diretamente o sabor da carne.

‌Centro de Tecnologia e Aperfeiçoamento

Em Petrolina, o ministro Waldez Góes e o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira, inauguraram o Centro de Tecnologia e Aperfeiçoamento, com investimento de R$ 5,4 milhões, na sede da 3ª Superintendência Regional da Codevasf. O objetivo é criar oportunidades de qualificação profissional, preparando a mão de obra local para os desafios do mercado de trabalho atual, que exige cada vez mais habilidades técnicas e digitais.

O prédio é composto de auditório com disponibilidade de 320 assentos, salas para reuniões, ambientes administrativos, copa-cozinha, espaços de convívio e confraternização, banheiros e vestiário.

O ministro Waldez Góes aproveitou o momento para exaltar o papel da Codevasf, que em 16 de julho, completa 50 anos. “É uma empresa vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que faz com excelência o papel de aumentar o desenvolvimento das regiões mais necessitadas, seja no apoio para garantir segurança hídrica, na construção de arranjos produtivos. Dessa forma, estamos atendendo uma exigência do presidente Lula, que é incluir o pobre no orçamento e desenvolver os locais mais carentes”, comentou Waldez.

A infraestrutura do Centro de Treinamento e Aperfeiçoamento reunirá espaços adequados para a execução de atividades de desenvolvimento profissional, educacional, científico e cultural, com ênfase no processo, no aprendizado e na circulação de conhecimento. E dispõe de salas para cursos, oficinas, exposições, videoconferências, reuniões e convivência; auditório, pátios, todos em estrita observância às normas técnicas de ergonomia, acessibilidade e segurança.

O centro funcionará, ainda, como um polo de inovação, incentivando a criação de negócios diversos. “O ambiente propício ao empreendedorismo, aliado ao acesso a recursos tecnológicos, facilitará o desenvolvimento de soluções criativas e eficientes para os problemas locais. O estímulo à inovação não apenas diversifica a economia regional, mas também atrai investimentos e fortalece a competitividade das empresas locais”, destacou o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Moreira.

Fonte: MIDR

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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