Foto: Alex Pazuello/Semcom-IBGE
Foto: Alex Pazuello/Semcom-IBGE

Número de óbitos bate recorde em 2021; nascimentos seguem em queda

Dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica (IBGE). Envelhecimento da população e falta de jovens pode levar à falta de mão de obra e sobrecarga do sistema previdenciário

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O número de óbitos cresceu 18% em 2021 e atingiu 1,8 milhão de brasileiros, 273 mil mortes a mais do que o registrado em 2020. O dado é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, esse é o maior número absoluto de mortes em um ano e a maior variação percentual em relação ao ano anterior desde 1974.  

A gerente de Estatísticas do Registro Civil do IBGE, Klívia Brayner, afirma que o aumento expressivo de mortes foi registrado desde 2020.

“Em 2020, nós já tivemos um aumento de óbitos em torno de 15%. Mas em 2021, esse aumento foi ainda maior. Em março, nós tivemos o maior número de óbitos ocorridos no ano de 2021. Mas a partir de setembro a gente observou que começou a ter um uma queda, de tal forma que o número de óbitos em setembro de 2021 e nos meses seguintes foi inferior ao número de óbitos registrados em 2020.”

O professor do Departamento de Geografia da Universidade de Brasília (UnB) Fernando Araújo Sobrinho explica as causas para esse aumento de óbitos em 2021.

“Você tem uma taxa de mortalidade que envolve diversas causas de morte: acidentes, violência, doenças, o próprio envelhecimento, causas diversas. Mas nós temos que destacar nesse conjunto de dados do ano de 2021, em comparação a 2020, que este é o auge da pandemia de Covid-19 no Brasil. Então nós tivemos um fluxo maior de pessoas que morreram em razão da Covid-19 e não por outras causas diversas.”

O professor da UnB esclarece o motivo para a queda do número de mortes no segundo semestre de 2021. “O que explica essa queda no número de mortes é a ampliação da vacinação da população brasileira contra a Covid-19. Ou seja, a vacinação em larga escala em diversos setores da sociedade brasileira protegeu de fato a população e diminuiu a mortalidade Covid-19 a partir desse período de julho de 2021”.

Nascimentos

Em contrapartida, o número de nascimentos caiu 1,6%, totalizando 2,6 milhões de bebês em 2021. A redução é de 43 mil nascimentos, o nível mais baixo da série desde 2003. 

Segundo a gerente de Estatísticas do Registro Civil do IBGE, Klívia Brayner, esse é o terceiro ano seguido de queda. Entre 2018 e 2019, a redução dos nascimentos foi  de aproximadamente 3% (cerca de 88 mil); e entre 2019 e 2020, de 4,7% (menos de 133 mil). 

O professor da UnB Fernando Araújo Sobrinho explica que a queda do número de nascimentos está relacionada ao contexto de crise econômica e sanitária do país. 

“Este contexto de crise econômica, de crise sanitária, faz com que as famílias repensem a geração de um filho. Então, obviamente, quem tinha interesse em ter um filho aguarda mais um período, por meio de métodos anticonceptivos, para ter esse filho mais à frente ou faz a opção de simplesmente não ter.”

“Uma questão que a gente tem que verificar é que, no Brasil, quanto maior o nível de urbanização e de acesso à educação da população menor é a taxa de natalidade. Então o Brasil, a partir da década de 1990, já começa a apresentar uma taxa de natalidade abaixo de 2,2 filhos por mulher em idade fértil”, acrescenta.

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Impactos socioeconômicos

Desde a década de 1990, o Brasil passa por um processo de envelhecimento da população com o aumento da expectativa de vida e redução do número de nascimentos. A expectativa do IBGE é que, a partir de 2040, a população brasileira deve diminuir por conta da queda brusca da natalidade, modernização do país e maior acesso à saúde, à educação e à urbanização. Com isso, o país deve passar por um processo de redução drástica de jovens de zero a 18 anos, o que já acontece atualmente em vários países europeus.

O professor Fernando Araújo Sobrinho comenta esse cenário. “Nós vamos ter que repensar o Brasil. Teremos menos pessoas precisando da rede escolar, teremos falta de mão de obra, principalmente dos mais jovens, e o aumento do número de pessoas vivendo em aposentadoria. Então o cenário que nós temos no Brasil é um aumento de pessoas que dependerão da aposentadoria e uma diminuição das pessoas que contribuem para o sistema de previdência social devido ao envelhecimento da população e à diminuição do número de jovens”. 

Acesse o levantamento completo Estatísticas do Registro Civil do IBGE no link, divulgado no último dia 16.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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