Foto: Divulgação/Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia - Oceb
Foto: Divulgação/Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia - Oceb

Sescoop atendeu 1,7 mil cooperativas do país no primeiro semestre de 2022

O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), pertencente ao Sistema S, tem o objetivo de promover a cultura cooperativista e o aperfeiçoamento da governança e da gestão para o desenvolvimento do cooperativismo no país.

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Com o objetivo de promover a cultura cooperativista, aperfeiçoar a atuação das cooperativas e fortalecer a sua governança e gestão, na década de 90 foi criado o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). A entidade, integrante do Sistema S, atua em três áreas (Formação Profissional dos empregados e associados, Monitoramento das Cooperativas, e Promoção Social dos cooperados e suas comunidades), e, somente no primeiro semestre deste ano, o Sescoop atendeu 1,7 mil cooperativas no país. Mais de 105 mil cooperados e empregados já foram qualificados em programas, mentorias e cursos, segundo informações do Sescoop Nacional 

Em 2021, o Sescoop prestou serviços para cerca de 2,2 mil das 4,8 mil cooperativas brasileiras. Na Bahia, 91 cooperativas receberam atendimento do Sescoop/BA, beneficiando 5.193 cooperados e empregados com cursos de gestão, governança e especialização na área do cooperativismo, e oficinas sobre cuidados com a saúde e bem-estar, dentre outros.

“O Sescoop tem sua unidade nacional, que fica em Brasília, e suas unidades em todos os estados e no Distrito Federal. Ele [Sescoop] trabalha exclusivamente com as cooperativas, com dirigentes, empregados e cooperados, para prestar serviços de formação profissional, monitoramento e promoção social das cooperativas brasileiras”, explica Cergio Tecchio, presidente do conselho administrativo do Sescoop/BA e membro titular no conselho nacional do Sescoop.

Três áreas do Sescoop:

  • Monitoramento das cooperativas: diagnóstico e acompanhamento da identidade, governança, gestão e do desempenho para subsidiar o planejamento das ações que visem o desenvolvimento sustentável das cooperativas.
  • Formação profissional: desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias à qualificação profissional e ao desenvolvimento humano.
  • Promoção social dos cooperados e suas comunidades: ações com enfoque educativo para promover a cultura da cooperação, o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas, contribuindo para o desenvolvimento das cooperativas e, consequentemente, de suas comunidades.

Daniele Almeida  descobriu o cooperativismo há 11 anos, através da Cooperativa de Trabalho Educacional de Porto Seguro (Cooeps). A cooperativa atende alunos da região desde a educação infantil até o ensino médio. Ela logo percebeu que a presença e o apoio do Sescoop/BA são fundamentais para transformar ideias em atitudes.

“Essa presença do Sescoop junto às cooperativas enriquece e profissionaliza demais. Acredito que ele [Sescoop] ajuda a elevar o nível das cooperativas, apoiando e formando, através de mentorias, cursos, encontros, etc. Acredito que o Sescoop traz o que há de novo em cooperativismo, em gestão, em sociedade, em mundo”, ressalta.

Atualmente, Daniele preside a cooperativa e conta, constantemente, com os serviços do Sescoop/BA. Para ela, duas mentorias foram “essenciais” para manter a cooperativa ao longo da pandemia da Covid-19. “Uma foi de prática assistida, de acompanhamento relacionado a marketing e a gerenciamento administrativo, que foi nesse período de isolamento. A outra foi de acompanhamento e mentoria financeira, que também foi muito importante. Sem essas duas mentorias, que o Sescoop ofereceu, com certeza, não teríamos ficado com a cooperativa funcionando”, revela.

Ocupando o cargo de diretora operacional do Sicoob Coopemar, Luciara Andrade  também contou com o auxílio do Sescoop/BA para construir sua carreira no cooperativismo. “Participei de diversos cursos promovidos pelo Sescoop, alinhamentos estratégicos, workshops, encontro de negócios  e congressos.  E os serviços oferecidos pelo Sescoop possibilitaram desenvolver estratégias junto às equipes, que acabaram culminando no alcance dos objetivos propostos pela cooperativa, e nos levam a desenvolver habilidades que tornam nosso trabalho mais assertivo junto aos colaboradores, consequentemente, gerando resultados positivos para a cooperativa”, conta.

Mais do que a capacitação dos profissionais, a instituição ainda oferece bolsas de estudos para pós-graduação por meio do programa BolsaCoop. Além disso, incentiva o ensino e a prática do cooperativismo nas escolas, através do programa Cooperjovem. Também possui o programa JovemCoop, que reúne jovens entre 18 e 35 anos das cooperativas para proporcionar experiências que contribuam para seu desenvolvimento, despertando a cultura da cooperação e envolvendo-os na atividade econômica da família e na cooperativa.

Para Cergio Tecchio, o propósito maior é melhorar a qualidade de vida das pessoas que pertencem ao cooperativismo baiano. “Hoje, o Sescoop  tem a responsabilidade da capacitação, formação e disseminação do cooperativismo brasileiro. Nós fazemos a parte econômica de capacitação e desenvolvimento, mas nós também temos a responsabilidade de estimular a promoção social”, afirma.

Para mais informações sobre o Sescoop/BA e suas ações acesse somoscooperativismo-ba.coop.br 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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