Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Brasil vai assumir a presidência do G20 e do B20, braço empresarial do grupo

O G20 é o grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo. Brasil ocupará a presidência do G20 e do B20 por um ano

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O Brasil vai assumir em 1º de dezembro deste ano a presidência rotativa do do G20, grupo que reúne as maiores economias do mundo, entre elas Estados Unidos, China e Japão. Na mesma data, o país passa a presidir o B20, braço empresarial do grupo.

Desde 2010, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) é a entidade que representa o setor produtivo brasileiro no B20. Por um ano, terá a missão de encabeçar os diálogos entre as empresas que compõem o setor privado das principais economias do mundo. 

Presidente eleito da CNI, Ricardo Alban afirma que a participação em organismos de cooperação internacional pode ajudar o Brasil a se desenvolver economicamente. "Obviamente, os organismos internacionais, como o Cebrics [Conselho Empresarial do Brics], o B20, junto com o G20, são fundamentais para que a gente possa montar toda essa estrutura complementar para garantir o nosso desenvolvimento econômico sustentável."

Melhor ainda, ele diz, é liderar esses grupos, oportunidade que o setor produtivo brasileiro deve aproveitar. "Iremos para Nova Déli, onde terá reuniões do G20 e do B20 (das empresas privadas). Que tenhamos a oportunidade de poder traçar planos de ação e estratégias complementares e, com isso, garantir mais entregas, mais efetividade, mais oportunidades no mercado internacional e mitigar, principalmente, os grandes entraves que podemos ter para as nossas empresas", projeta. 

Segundo a CNI, o B20 tem papel estratégico no crescimento da economia global. Todos os anos, o grupo trabalha em propostas a serem entregues antes do encontro anual do G20, de modo que haja tempo suficiente para a análise do material que auxilia os líderes internacionais. 

A liderança do B20 é uma extensão da presidência que o Brasil também exercerá à frente do G20. O professor de economia da Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Andrada afirma que passar um ano à frente da organização internacional pode ser útil, inclusive, para destravar acordos importantes. Segundo o economista, presidir a organização permite ao Brasil determinar as agendas, marcar os encontros e colocar em pauta temas de interesse do país. A Índia ocupa a presidência rotativa do grupo até o dia 30 de novembro. 

“Pode ser uma boa oportunidade para atrair investimentos para setores em que o Brasil é uma potência, que o Brasil tem uma grande expertise, que pode contribuir muito, como pode também ajudar a destravar acordos como o do Mercosul com a União Europeia, outros acordos industriais, tentando fortalecer setores em que o Brasil não é tão forte assim, que tem perdido força ao longo das últimas décadas. Tudo isso vai depender de como vai ser aproveitada essa presidência  —  e também tem que saber como estarão os ouvidos dos outros países em relação às demandas brasileiras”, explica.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), compete ao país que preside o G20 convidar países não-membros do grupo para participarem dos trabalhos daquele ano, em capacidade própria ou como representantes de organizações regionais. O Brasil convidou, segundo o órgão, Paraguai e Uruguai para participarem do G20. Os países ocuparão as presidências pro tempore do Mercosul no primeiro e segundo semestres de 2024, respectivamente. 

O G20 responde por cerca de 85% do PIB mundial, mais de 75% do comércio global e cerca de dois terços da população do mundo. Por isso, Alexandre Andrada pontua que o Brasil precisa saber aproveitar a presidência do grupo e entende que as principais pautas a serem defendidas pelo país serão reflexo dos discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

“Provavelmente o que o presidente Lula vai levar, vai tentar colocar como prioridade são essas questões de floresta, agricultura, povos indígenas, a questão da fome, da pobreza, das responsabilidades dos países desenvolvidos e em desenvolvimento nessas questões”, acredita o economista. 

A Cúpula do G20 em 2023 vai acontecer nos dias 9 e 10 de setembro na capital indiana, Nova Delhi. 

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G20

Fundado em 1999, o Grupo dos 20 (G20) é o principal fórum de cooperação econômica internacional composto pelas principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento do mundo. São 19 países — Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha, Índia, Indonésia, Itália, Japão, República da Coreia, México, Rússia, Arábia Saudita, África do Sul, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos  — e a União Europeia.

Em 2010, foi criado o Business 20 (B20) — um mecanismo de diálogo oficial do G20 com a comunidade empresarial global. O Brasil é representado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no âmbito do B20, que é um dos principais grupos do G20 e possui papel estratégico no crescimento econômico mundial. O B20 tem a missão de fornecer recomendações de relevância para a formulação de políticas sobre as prioridades de cada presidência. 

Presidência brasileira

O Brasil vai presidir o G20 do dia 1º de dezembro de 2023 a 30 de novembro de 2024. O presidente Lula editou o decreto 11.561/2023. O texto, publicado em junho, institui a Comissão Nacional para a Coordenação da Presidência Brasileira do G20, integrada por 39 órgãos da Administração Federal. O decreto atribui à secretaria de Assuntos Econômicos e Financeiros do MRE coordenar a trilha Depa Sehrs — que representa os líderes do G20. 

Já a trilha financeira será coordenada pela secretaria de Assuntos Econômicos Internacionais do Ministério da Fazenda e envolve também o Banco Central. Estão previstas mais de cem reuniões durante a presidência brasileira. A Cúpula do G20 será realizada no Rio de Janeiro nos dias 18 e 19 de novembro de 2024. Em nota, o MRE destaca a importância da liderança do grupo para o Brasil. 

“Dado o importante papel do G20 na discussão de temas centrais para a governança global, com a participação tanto de países desenvolvidos quanto de países em desenvolvimento, a presidência deste agrupamento representará oportunidade única para que o Brasil projete suas prioridades de política externa e suas políticas públicas internas nas áreas de atuação do grupo”, ressalta o ministério. 

Brics

Entre os dias 22 e 24 de agosto, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — economias emergentes que formam o Brics — se reúnem em Joanesburgo, na África do Sul para discutir pautas importantes para os países. A principal delas deve ser a entrada de outras nações no bloco. A cúpula também deve ser um importante centro de discussão econômica entre governos e empresários. O grupo  conta com a participação do setor privado por meio do Conselho Empresarial do Brics (Cebrics).

No Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) ocupa a secretaria-executiva do mecanismo. De acordo com a CNI, o Cebrics tem uma estrutura com nove grupos de trabalho, que contam com mais de 90 representantes brasileiros e funcionam de forma consultiva para formular recomendações por temas.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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