Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Férias 2024: destinos mais procurados encarecem a viagem

Especialista dá dicas sobre planejamento e como baratear os custos mesmo em alta temporada

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Janeiro no Brasil é sinônimo de férias, que, por sua vez, lembram viagens, muitas vezes para a praia. Não é à toa que os destinos mais procurados para os dias de descanso em 2024 são locais onde o sol e a água do mar estão por todo lado. O Rio de Janeiro é a cidade campeã de procura. Segundo a Hotéis Rio — Associação de hotéis na capital fluminense — a cidade registrou em 2023 a maior ocupação anual desde 2014: acima de 70%. 

Dona de uma agência de viagens no Rio, Maria Inês dos Santos trabalha com turismo há dez anos. Segundo ela, na capital os pontos turísticos tradicionais são os mais procurados, mas outros destinos perto da região metropolitana também estão sendo buscados pelos turistas.

“Região dos Lagos e Costa Verde também são regiões não centrais, mas que o turista vem explorando. Arraial do Cabo, que é o nosso Caribe, e a Costa Verde — Paraty e Angra dos Reis — tudo para fugir um pouco da região metropolitana.” 

Mas o destino carioca não é o único: as praias do Nordeste, principalmente Bahia, Alagoas e Ceará, também são bastante procuradas. As informações são de uma pesquisa divulgada em dezembro pela Airbnb.

Quanto mais procurado, mais caro

Mas viajar em alta temporada tem seus custos. Para quem deseja descansar sem gastar além da conta, a palavra de ordem é planejamento. Quem explica é o professor do curso técnico em Guia de Turismo do Senac EAD, Evandro Santos da Costa.

“A oferta é grande, a procura também. Então quanto mais próximo da viagem a gente deixar para pesquisar o serviço, mais a gente fica à mercê do que está disponível. Planejar é importante porque a gente pega todos os serviços que estão disponíveis naquele destino, muitas vezes com vagas em aberto.” 

Segundo ele, o tempo ideal de uma preparação de viagem é entre três e seis meses. “Quanto mais cheio vai ficando um voo, um hotel ou atrações turísticas, mais alto vai ficando o preço”, explica o professor. Dessa forma, o planejamento é o responsável por baratear a viagem. 

O destino pode nos escolher 

Uma tendência dos últimos anos para reduzir os custos, segundo o professor do Senac, é deixar o destino escolher o turista. Locais com muita procura, principalmente na alta temporada, costumam ser muito caros. “Para baratear, o segredo é escolher esses locais em meses como maio, abril, setembro ou outubro, de baixa temporada.”

Já quem não pode viajar nesses períodos ou não quer abrir mão da alta temporada, a dica é “procurar pelo preço”. Para isso, o turista deve pesquisar quais preços estão mais acessíveis, buscar por esses destinos e fechar negócio. “Cadastrar o email pessoal nas newsletters de empresas que vendem pacotes turísticos e nas companhias aéreas ajuda o cliente a ficar por dentro das promoções”, explica o professor. 

Economizar em serviços, escolhendo hospedagens mais simples e locais que tenham uma cozinha — para gastar menos com refeições em restaurantes — também é uma estratégia para curtir as férias com orçamento reduzido. 

Casa de aluguel ou hotel?

Depende. Da necessidade da família, do tempo que a viagem vai durar, do número de pessoas. 

“Se o objetivo da família é descansar, relaxar e não é uma família muito grande, o hotel pode ser o mais adequado. Mas se for uma família maior e tiver mais pessoas para dividir as tarefas, as alimentações, a limpeza e a organização do espaço, aí sim pode ser mais vantajosa a casa de aluguel", complementa o especialista. 
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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