Foto: Ag. Pará/Fotos Públicas
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Governo Federal já investiu mais de R$ 1,6 bilhão em habilitação de leitos de UTI, diz Ministério da Saúde

Pasta afirma ter distribuído 216 milhões Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) a estados e municípios

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O Governo Federal afirma ter investido R$ 1,63 bilhão em habilitação de leitos de UTI desde o início da pandemia. Em entrevista coletiva na noite desta segunda-feira (03), o Ministério da Saúde divulgou que foram habilitados 11.353 leitos exclusivos para tratamento de pacientes diagnosticados com Covid-19 em estados e municípios.

São Paulo é a unidade de Federação que mais recebeu leitos do governo federal até o momento - 2.466. Na sequência, aparecem Minas Gerais (994), Rio de Janeiro (762) e Rio Grande do Sul (697). A pasta da Saúde afirmou ainda que já distribuiu 216 milhões de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e 8.923 ventiladores pulmonares a todos os entes federados.

“Cabe destacar que tanto com relação aos ventiladores pulmonares quanto em outras ações, nós estamos reforçando aquilo que é atribuição de estados e municípios pela gestão tripartite que é a aquisição de equipamentos, medicamentos, insumos. O ministério com seu poder de compra tem adquirido aqueles de maior dificuldade, mais estratégicos, para reforçar a ação de estados e municípios”, explicou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

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Vacina

O Ministério da Saúde também detalhou a parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a empresa farmacêutica britânica AstraZeneca para transferência de tecnologia para a produção da vacina contra a Covid-19.

Segundo o governo federal, dentre todas as 231 vacinas em testes ao redor do mundo, essa é a que está mais avançada em testes em seres humanos. De acordo com o secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde, Hélio Angotti Neto, o Ministério da Saúde levou em consideração alguns critérios antes de decidir em qual vacina investir.

“Primeiro, acesso seguro, eficaz e rápido da vacina para a população brasileira. A realização de ensaios clínicos para o imunizador, levando em consideração as características da população. Algumas vacinas têm sido testadas fora do Brasil. Também acarreta na avaliação estratégica a possibilidade de fortalecer o complexo industrial público nacional”, destacou Angotti Neto. 

O acordo com o Reino Unido deve possibilitar a produção de 100 milhões de doses da imunização em território nacional. Para dar condições para a produção da vacina, a pasta da Saúde vai investir R$ 522 milhões para o processamento do material, R$ 95,6 milhões para adaptações nos laboratórios e R$ 1,3 bilhão para a compra da tecnologia e do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA). 

Hélio Angotti Neto afirmou ainda, sem entrar em detalhes, que o Ministério da Saúde avançou na compra internacional de medicamentos via Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). “Deveremos ter mais informações em breve sobre quais fármacos foram adquiridos e aonde eles chegarão para entrega”, completou.  

Casos e mortes

Nesta segunda-feira (03), o Brasil chegou a marca de 2.750.318 casos confirmados da Covid-19, sendo 16.641 novos diagnósticos nas últimas 24 horas. Os óbitos acumulam 94.665 desde o início da pandemia.

No cenário entre as regiões do país, o Sudeste é a que soma o maior número de registros de coronavírus, 947.240, seguido por Nordeste (881.957), Norte (416.236), Centro-Oeste (263.652) e Sul (241.233). Segundo o Ministério da Saúde, mais 1,9 milhão de brasileiros estão recuperados da Covid-19. 
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

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Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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