Foto: Açaí Town/Reprodução
Foto: Açaí Town/Reprodução

HISTÓRIAS EXPORTADORAS: conheça a trajetória de empresa do interior de SP que já exporta açaí para mais de 20 países

A Açaí Town surgiu como uma pequena lanchonete em 2014. Dez anos depois, a empresa vende mais de 120 toneladas de açaí, por mês, para outros países. Fundador do negócio, Murilo Cantucci destaca importância de capacitação junto à ApexBrasil

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O empreendedor Murilo Santucci apostou nas frutas da Amazônia para iniciar o próprio negócio, em 2014. Ele relembra que começou a jornada com uma pequena lanchonete chamada Tribo do Açaí, em Tatuí, interior de São Paulo. Na época, o açaí em tigela conquistou a clientela do estado de São Paulo e ele trouxe o mesmo conceito para o próprio negócio.

"Tatuí era a cidade da minha namorada na época, hoje minha esposa e sócia no negócio. Eu trabalhava com tecnologia e ela era engenheira em uma montadora. Fizemos uma loja bem pequenininha, com três funcionários. E começou a dar muito certo. Logo nos primeiros meses, já precisamos dobrar o quadro de funcionários no final de semana", relembra.

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Com o crescimento do negócio, Murilo decidiu deixar a carreira em tecnologia para se dedicar integralmente à própria empresa. Em 2015, ele passou a estudar estratégias para ampliar as vendas. Entre as alternativas, ele cogitava a abertura de uma segunda loja, implementação do modelo de franquia e, também, a exportação.  

No ano seguinte, o empreendedor se inscreveu no Programa de Qualificação para Exportação (Peiex), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) que prepara empresas nacionais para o comércio exterior. 

"Queria entender todas as vertentes do negócio e vi uma oportunidade de internacionalização. Assim, me inscrevi no Peiex e comecei a participar de capacitações", explica.

O treinamento junto à ApexBrasil foi um marco na trajetória da empresa, conta Murilo. "De 2017 para 2018, a gente ainda estava fazendo o programa da Apex, todas as oficinas, todas as temáticas envolvendo direito internacional, precificação, marketing internacional, embalagem. É muito completo. É um negócio que abre o campo de visão do que a empresa precisa fazer para se preparar para receber essas demandas internacionais", pontua. 

Como parte do processo de internacionalização do negócio, Murilo mudou o nome da empresa para Açaí Town. Ele também montou uma fábrica e ampliou a produção. O conhecimento adquirido por meio do Peiex e uma estratégia de marketing eficaz possibilitaram à empresa alçar voos mais altos apenas quatro anos após o início das atividades. 

"Em 2018, começamos nossas primeiras exportações para o Canadá, Portugal e Emirados Árabes, utilizando todo o conhecimento adquirido nas oficinas da Apex", diz Murilo.

Além do Peiex, Murilo afirma que outras iniciativas da ApexBrasil, como a promoção de rodadas de negócios entre empresas brasileiras e compradores internacionais de diversos setores, são fundamentais para empreendedores que buscam novos mercados. 

"A Apex faz parte da nossa visão estratégica, justamente por essa participação em feiras e acessos a mercados diferentes. Nós fomos pioneiros em alguns mercados e, através da Apex, a gente foi conseguindo desenrolar isso", diz. 

A Açaí Town começou com uma produção artesanal e, com o tempo, evoluiu para uma fábrica que exporta mais de 120 toneladas de açaí, por mês, para mais de 20 países, incluindo importantes mercados, como os Estados Unidos e a Austrália. "Hoje, temos clientes em todos os continentes, e os países do Oriente Médio, como Jordânia e Emirados Árabes, são os principais destinos", destaca.

Hoje, as exportações correspondem a cerca de 70% do faturamento da empresa. 

Peiex

Presente em todas as regiões do país, o Peiex orienta os empresários que desejam exportar seus produtos. Os interessados podem entrar em contato com os respectivos núcleos operacionais da ApexBrasil, em cada estado do país, e assinar um termo de adesão ao programa. 

O atendimento às empresas por meio do programa é gratuito. Basta ao empresário estar disposto a dedicar tempo e a investir na melhoria do seu negócio. O diagnóstico do que a empresa precisa melhorar para acessar o mercado exterior dura aproximadamente 38 horas. O empreendedor recebe um plano de exportação com orientações para internacionalizar sua marca. 

Gostou da história do Murilo Santucci, da Açaí Town? Fique ligado para mais matérias da série Histórias Exportadoras! São casos inspiradores de empreendedores que conquistaram o mundo com o apoio da ApexBrasil

Para mais informações, acesse: www.apexbrasil.com.br

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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