Construção de novas moradias integra as obras do Novo PAC. Foto: Reprodução Ricardo Stuckert
Construção de novas moradias integra as obras do Novo PAC. Foto: Reprodução Ricardo Stuckert

Santa Catarina vai receber R$ 48,3 bilhões em investimentos no Novo PAC

Maior parte do investimento será feita em infraestrutura de transportes, construção de novas moradias do programa Minha Casa, Minha Vida e obras na educação básica

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Melhorar a infraestrutura viária das estradas que cortam o estado de Santa Catarina. Um dos maiores investimentos previstos pelo Novo PAC  — Programa de Aceleração do Crescimento —  para o estado é adequação de estradas federais como a BR 470, que liga Navegantes a Rio do Sul; a BR 280, de São Francisco do Sul a Jaraguá do Sul; e a BR 282, que vai de Florianópolis a São Miguel do Oeste. 

O Novo PAC terá investimentos de R$ 1,4 trilhão até 2026 em nove eixos. Um deles, o de Transporte Eficiente e Sustentável, vai investir R$ 18,1 bilhões só em Santa Catarina. Além das rodovias, o eixo ainda prevê investimentos em ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias.

Obras e investimentos que são vistos como promissores pela deputada Ana Paula Lima (PT-SC). Para a parlamentar, por ser uma ação articulada ela acredita que o PAC, de fato, vai acelerar o crescimento do país. 

“Uma ação organizada de investimentos públicos estruturais em áreas que promovem o desenvolvimento e geram empregos. E, fazer desta forma, a nossa economia crescer. O PAC hoje no Brasil é fundamental para todos os estados e municípios.” 

Infraestrutura para educação

O segundo eixo que vai receber mais investimentos no estado é Educação, Ciência e Tecnologia, em que serão empregados R$ 10,5 bilhões no estado na construção de creches, escolas de tempo integral e a modernização e expansão de Institutos e universidades federais. 

Para a doutora em em educação e professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Catarina de Almeida Santos, esses investimentos na educação básica são importantes. 

“Se a gente não garante a educação básica, eu não tenho nem como ter a educação profissional, a educação superior, a pesquisa. Ela não chama de educação básica por acaso. A educação básica é a parte da educação que forma o sujeito, a partir dessa formação é que vamos para a questão da profissionalização.” 

Segundo o governo federal, o principal objetivo desse eixo está alinhado ao que a especialista em educação defende, já que o programa vai impulsionar a permanência dos estudantes nas escolas, a alfabetização na idade certa e a produção científica no Brasil. 

Minha Casa, Minha Vida 

A Faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida já selecionou 1.605 unidades habitacionais, que são voltadas para famílias com renda mensal de até 2 salários mínimos — R$ 2.640,00. E as construções, nesta primeira etapa, vão contemplar 11 municípios do estado.

Joinville é a cidade catarinense que concentra a maior parte das novas moradias: 216 unidades. Alguns dos outros municípios selecionados são Itajaí (200), São José (200), a capital Florianópolis (192), Blumenau (192), Itapema (150), Mafra (120), Imbituba (100) e Tijucas (100). O investimento do programa está incluído no eixo Cidades Sustentáveis e Resilientes, que prevê investimentos de R$ 4,3 bilhões até 2026. 

A deputada Ana Paula Lima afirma que é fundamental que se use mão de obra local para fomentar ainda mais a economia regional e gerar empregos. 

“Nas obras estruturais do nosso país, em cada região é fundamental que a gente utilize a mão de obra local. Ou seja, os trabalhadores daquele município, os trabalhadores que residem naquelas regiões, para, inclusive, alavancar a economia regional.” 
 

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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