Frota de veículos da Coomap/ Divulgação Coomap
Frota de veículos da Coomap/ Divulgação Coomap

COOPERATIVISMO DE TRANSPORTE: Com aumento nos indicadores financeiros, ramo reúne 100 mil cooperados

Conhecido pela diversificação, o Ramo Transporte do cooperativismo gera competitividade, oportunidades e segurança para o setor. As cooperativas somaram R$ 1,5 bilhões em ativos, um aumento de 32% em relação a 2020, segundo o Anuário Coop 2022. Conheça mais sobre esse modelo de negócio.

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Oferecendo um caminho para a organização, profissionalização e liberdade dos pequenos e médios transportadores brasileiros, o Ramo Transporte do cooperativismo tem mais de 20 anos e reúne 982 cooperativas e cerca de 100 mil cooperados em todo país. Essas cooperativas prestam serviços de transporte de cargas ou passageiros, em que os cooperados são donos ou têm permissão para uso do veículo.

Um exemplo é o da Cooperativa de Taxi Industrial de Camaçari, Cooper Elite - uma das 33 coops do ramo espalhadas pela Bahia. Fundada em 2008 para suprir a demanda das empresas no Polo Industrial da cidade, a Cooper Elite colabora com a economia local no transporte de passageiros e de materiais. São, em média, cinco mil viagens realizadas por mês.

“Nos momentos de horas extras das empresas, os colaboradores que estendem um pouco o horário, consequentemente, acaba surgindo o serviço de táxi. E aí entra a nossa atuação. O diferencial da cooperativa acaba sendo por funcionar 24 horas, ter um atendimento sempre que o cliente precisa”, destaca Cid Ferreira de Jesus, diretor presidente da Cooper Elite.

No segmento de transporte de cargas, a Cooperativa dos Transportadores de Luís Eduardo Magalhães, CoopGNP,  desenvolve um trabalho com mais de 1,3 mil pessoas, entre cooperados e empregados. “A nossa visão é que o nosso cooperado tenha mais resultados. Então, buscamos contratos, negociações boas. E todas são para o nosso cooperado, não visamos sobras (lucro) em cima disso, mas sim poder ofertar um serviço de qualidade com mais rendimento para o nosso cooperado”, ressalta o presidente da cooperativa, Fernando Scapini.

A área de atuação da CoopGNP compreende a região do Matopiba, que abrange áreas dos estados do Maranhão (MA), Tocantins (TO), Piauí (PI) e Bahia (BA) e é considerada uma das grandes e promissoras fronteiras agrícolas nacional, especialmente no cultivo de grãos. Para Scapini, tal fato é estratégico e ajuda a fortalecer o cooperativismo, o agronegócio e o abastecimento da região. “É um trabalho que vem valorizando essa fronteira agrícola. E a gente vem atuando porque a maioria dos nossos cooperados é de pessoas que já estão no ramo, já conhecem essa região. E a região se desenvolveu com os nossos cooperados. Isso fortalece muito o sistema cooperativista”, conta.

Segundo o Sistema OCB, os indicadores financeiros do cooperativismo de transporte são “mais uma evidência de seu impacto na sociedade”. Em 2021, as cooperativas do ramo somaram R$ 1,5 bilhões em ativos, um aumento de 32% em relação a 2020. 

Tal crescimento também pode ser explicado pelo fato do cooperativismo de transporte ser um ramo diversificado. “Temos aluguel de veículos com ou sem motoristas de todas as categorias, variando de automóveis, caminhões, ônibus, inclusive bicicletas e motocicletas. Também temos o serviço de transporte de cargas, transporte de passageiros, transporte interestadual e transporte escolar. A gente também atende todas as empresas com transporte de seus colaboradores, pequenas cargas e pessoas. Prestamos também serviço de e-commerce. Então, qualquer tipo de serviço ligado a transporte, as cooperativas desse ramo podem atender”, explica Jair Romualdo, conselheiro diretor representante do Ramo Transporte no Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado da Bahia - Oceb e presidente do conselho de administração da Cooperativa Nacional de Transporte Corporativo - Coomap, sediada em São Sebastião do Passé - BA.

De acordo com o Anuário Coop 2022, o transporte rodoviário de cargas representa 45% das atividades do ramo, contando com 444 cooperativas no país. Já as cooperativas que fazem o transporte coletivo e individual de passageiros representam 38% e 15% do setor, respectivamente.

Diante da grande demanda pelo transporte de pessoas e cargas, Jair Romualdo ressalta que, para uma cooperativa de transporte operar de forma segura, tanto para quem contrata os serviços, quanto para quem o realiza, é fundamental que tenha registro no Sistema OCB, representado na Bahia pelo Sistema Oceb.

“Aquelas registradas no Sistema OCB, que na Bahia é a Oceb, têm um acompanhamento mais sério, uma vez que qualquer cooperativa para ser registrada na Oceb, ela tem que ser visitada por um grupo técnico, para depois o registro ser deliberado pelo conselho diretor da instituição. Então, isso dá uma maior segurança.”

Jair Romualdo cita todo o processo de controle de segurança praticado pela Coomap, em relação a quem deseja ingressar como cooperado. “Para a pessoa aderir à cooperativa, ela passa pela psicóloga, pela palestra de princípios e valores do cooperativismo e da Coomap. Os cooperados têm que passar por testes, fazemos blitz educativas, campanhas de trânsito e temos um regimento interno com conselho de ética rigoroso que acompanha isso”, complementa.

Para mais informações sobre esse e outros ramos que compõem o cooperativismo, acesse somoscooperativismo-ba.coop.br e as redes sociais do Sistema Oceb.

Foto: Arquivo/EBC

Sebrae

As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde

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Ainda que com a necessidade de tomar cuidados essenciais para evitar novos picos de contágio pela Covid-19, aos poucos, o Brasil começa a retomar as atividades econômicas. Até o momento, de acordo com pesquisa realizada pelo Sebrae, cerca de 83% dos empreendimentos de pequeno porte no país já voltaram a funcionar. Além disso, segundo os últimos dados apresentados pelo IBGE, os serviços apresentaram crescimento de 2,6% em julho. Foi o segundo mês consecutivo de alta no setor.

Diante desse apontamento para reabertura de empresas e, consequentemente, o aumento de circulação de pessoas que saem para consumir, o próprio Sebrae se preocupou em orientar donos de pequenas empresas para uma retomada segura das atividades. Inicialmente, as informações foram fornecidas por meio de releases, por exemplo. A novidade é a disponibilidade das orientações em formato de infográficos.

A ideia é que os empreendedores possam imprimir esses materiais e utilizar no trabalho de instrução de seus funcionários, bem como afixá-los nos seus estabelecimentos. O conteúdo completo é uma série de 35 ilustrações educativas, detalhadas, com orientações para os donos dos estabelecimentos de diversos segmentos, como por exemplo, restaurantes, bares, academias, agências de turismo, entre outras.

Segundo o analista da Unidade de Competitividade do Sebrae, Rafael Moreira, nesse processo de reabertura dos negócios, as atenções se voltam aos protocolos de saúde e higiene, que também estão entre as principais preocupações dos empresários.

“A gente percebe que a situação deve seguir melhorando, dando alívio para o pequeno empresário. Então, é muito importante seguir os protocolos para reduzir o risco de contágio da Covid-19. Eles também devem pedir para seus funcionários e clientes respeitem as recomendações sanitárias. Quem passar mais segurança para o consumidor tende a se sair melhor”, avalia Rafael Moreira.

Instruções de segurança

Os documentos estão disponíveis para download na página do Sebrae, na internet. As peças são formadas por um compilado de instruções de segurança elaboradas a partir de informações de entidades setoriais e de especialistas em saúde.

Desburocratização para micro e pequenos negócios pode dar fôlego à economia no pós-pandemia

“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

Candidatos às eleições municipais têm desafio de fomentar pequenos negócios e retomar economia

Para o advogado Rodrigo Figueiredo, que também é proprietário do Start Bar & Music, localizado em Brasília, esta iniciativa do Sebrae é importante neste momento, principalmente para os empresários que desejam reabrir seus negócios, mas não sabem muito bem que providências sanitárias tomar.

“Eu vejo que essa atitude tomada pelo Sebrae foi, de maneira geral, muito positiva, porque corta um caminho para o empresário que, às vezes, está perdido em relação a como se posicionar dentro da sua própria empresa para proporcionar segurança para os empregados e clientes, além de já entregar todo o procedimento que precisa ser adotado pelo empreendedor no estabelecimento”, opina.

Na avaliação do presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, os protocolos de retomada têm sido muito utilizados no processo de orientação para que as empresas consigam receber novamente os clientes e oferecer os produtos e serviços de forma presencial. “Os documentos são muito relevantes para que o empresário, juntamente com seus colaboradores, fornecedores e clientes consigam, de fato, superar esta fase”, destaca.  
 

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Professora de português e produção de texto, a moradora de Anápolis – GO, Ana Itagiba, de 23 anos, resolveu dar início, este ano, ao processo para se tornar uma micro empreendedora individual (MEI). É em busca de melhores condições como profissional e na esperança de ter mais oportunidades de trabalho que ela espera, com a renovação das cadeiras das prefeituras e até com a reeleição de alguns prefeitos, que os gestores municipais valorizem mais os MEI’s e os empreendimentos de pequeno porte.

“Toda vez que formos votar, temos que observar o histórico da pessoa em que estamos votando. Os eleitores devem procurar candidatos que estejam preocupados em garantir mais direitos para essa população. As pequenas empresas são importantes para a economia dos municípios, inclusive, porque essa tem sido a tendência de transformação econômica”, opina a professora.

Para atender aos anseios de pessoas como Ana Itagiba e dos micro e pequenos empreendedores do o País, o Sebrae lançou o chamado “Guia do Candidato Empreendedor”. O documento disponibiliza dicas que orientam os gestores públicos municipais na realização de iniciativas que promovam a evolução das pequenas empresas, sobretudo acerca do desenvolvimento sustentável.

Intitulado “Seja um candidato Empreendedor - 10 dicas do Sebrae”, o guia visa apoiar o empreendedorismo. Para isso, o intuito é revelar os potenciais, as belezas e riquezas do País a partir dos municípios, gerar renda, emprego e ainda elevar a arrecadação sem aumentar impostos. Em uma das dicas, os gestores são instruídos a promover inovação e sustentabilidade.

A partir desse ponto, busca-se, por exemplo, garantir internet de qualidade nas escolas, prédios públicos e praças; estimular os empreendedores locais na adoção de fontes de energia sustentável e reciclagem de resíduos, e fomentar a implantação do Código Florestal, a preservação de mananciais e do meio ambiente no meio rural e urbano.

Acesso a créditos e digitalização

Nesse sentido, outro destaque desenvolvido pela instituição é o Guia do Prefeito, que apresenta uma ferramenta importante de trabalho para as lideranças comprometidas com o desenvolvimento sustentável nos seus municípios. Um dos pontos mais relevantes deste compilado de instruções propõe, inclusive, facilitar o acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

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“A micro e pequena empresa é a teia que sustenta qualquer país”, afirma presidente do Sebrae

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Segundo o presidente nacional do Sebrae, Carlos Melles, este último item é indispensável para que os pequenos empreendimentos consigam sobreviver durante crises como a que o Brasil enfrenta atualmente. Além disso, Melles também destaca a importância da informatização dos negócios.

“Nós estamos colocando a essência da educação empreendedora à disposição dos brasileiros. Sobretudo, dizemos o seguinte: retomem, mas retomem digital. Nós estamos firmando parcerias com grandes plataformas de marketplace, dando à micro e pequena empresa a possibilidade de abrir novos canais de comercialização, inclusive de garantias de financiamento”, afirma Carlos Melles.

De acordo com a pesquisa “Transformação Digital nas MPE”, realizada pelo Sebrae entre abril e junho deste ano, nos últimos três anos os pequenos negócios no Brasil apostaram na informatização e na utilização de novas ferramentas digitais, em especial nas redes sociais.

Atualmente, 72% do segmento utiliza o WhatsApp para se comunicar com clientes e 40% possui perfil no Facebook. Em Santa Catarina, por exemplo, 89% dos empresários ouvidos no levantamento afirmaram acessar a internet frequentemente. Além disso, 35% dos empresários catarinenses disseram que suas empresas possuem página na internet.

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