Eleições 2026

02/10/2026 00:02h

Pelo menos 12 estados terão regras específicas no primeiro turno; horários e abrangência variam conforme o estado e a zona eleitoral

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Neste domingo (4), cerca de 158 milhões de eleitoras e eleitores estão aptos a votar nas Eleições Gerais de 2026, segundo dados disponíveis na página de estatísticas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a proximidade das eleições, é necessário observar as regras que valem no dia da votação, entre elas as relacionadas ao consumo e à venda de bebidas alcoólicas, que variam entre estados e municípios.

Conforme a Agência Brasil, ao menos 12 estados devem ter restrição de venda de bebida alcoólica no primeiro turno do pleito. Alguns também já estenderam a proibição para um possível segundo turno.

Entre os 12 estados que terão algum tipo de restrição, a decisão vale para todo o território de sete estados. Nos outros cinco, a proibição vale apenas para algumas zonas eleitorais, por decisão dos juízos locais. Além disso, as proibições também abrangem horários diferenciados.

Terão restrição em todo território:

  • Amazonas
  • Amapá
  • Acre
  • Roraima
  • Piauí
  • Pará
  • Maranhão

Estados com restrições em zonas específicas:

  • Bahia
  • Tocantins
  • Sergipe
  • Mato Grosso
  • Goiás

Região Norte

A Região Norte concentra o maior número de estados com restrições à venda de bebidas alcoólicas: Amazonas, Amapá, Acre, Pará e Roraima.

Amazonas

No Amazonas, a proibição do consumo de bebidas alcoólicas em estabelecimentos e locais abertos ao público vale para todo o estado,  das 2h às 17h do dia 4 de outubro.  A regra também será aplicada em um possível segundo turno, previsto para o dia 25 de outubro. A restrição foi estabelecida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas, por meio da Portaria Conjunta nº 959/2026.

Amapá

Em todo o Amapá, há restrição à venda, fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas das 22h de sábado (3) até às 18h de domingo (4). A regra foi regulamentada por meio de Portaria Conjunta entre o Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP) e a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A restrição abrange estabelecimentos comerciais e espaços públicos ou de livre acesso ao público.  

A portaria inclui bares, restaurantes, distribuidoras de bebidas, hotéis, pousadas, supermercados, entre outros.

Em caso de segundo turno, a mesma restrição será aplicada das 22h do dia 24 de outubro às 18h do dia 25 de outubro.  

Acre

Já no Acre, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) proibiu a venda, fornecimento gratuito e consumo em estabelecimentos ou locais públicos deste tipo de produto. A restrição é a partir das 0h do dia do pleito até às 16h do mesmo dia. A proibição inclui bares, restaurantes, supermercados, comércio ambulante e locais públicos, além de entregas de bebidas em domicílio. As informações estão na Portaria Conjunta Nº 12/2026 PRESI/1ª ZE, publicada na edição de quarta-feira (30), do Diário da Justiça Eletrônico do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC).

Pará

De acordo com a Agência Brasil, no Pará, a Polícia Civil decidiu que a venda, distribuição e fornecimento, ainda que gratuito, de bebidas estão proibidos a partir do primeiro minuto dos dias de votação – tanto no 1° quanto em eventual 2° turno – até as 18h do mesmo dia.

Roraima

Em Roraima, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp) proibiu a venda, o fornecimento e consumo de bebidas alcoólicas das 23h de sábado (3) às 17h de domingo (4). A decisão foi oficializada pela Portaria nº 195 da Sesp.

Tocantins

A proibição à comercialização, a distribuição e o consumo de bebidas alcoólicas no estado do Tocantins será aplicada apenas à 7ª Zona Eleitoral, que compreende os municípios de: Abreulândia, Divinópolis do Tocantins, Marianópolis do Tocantins, Monte Santo do Tocantins, Paraíso do Tocantins e Pugmil.

A restrição vai das 22h de sábado às 18h de domingo, no 1° turno. O mesmo documento, a Portaria nº 700/2026, prevê que a proibição também deve ser aplicada em um eventual 2° turno. Nesse caso, entre às 22h do dia 24 de outubro até às 18h do dia 25 de outubro de 2026.

Região Nordeste

Piauí

No Piauí, uma portaria proibia a compra e venda de bebidas alcoólicas por 24 horas, com início às 18h de sábado e término às 18h de domingo. No entanto, uma nova portaria foi publicada na segunda-feira (28) no Diário Oficial do Estado nº 186/2026 para proibir a comercialização e o consumo de bebidas alcoólicas das 0h às 18h do domingo de votação. A restrição vale para bares, restaurantes, supermercados, mercearias e estabelecimentos similares, além de locais públicos.

Maranhão 

Já a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) publicou a Portaria nº 417/2026 que estabelece que a proibição da venda, fornecimento e consumo de qualquer tipo de bebida alcoólica ou de substâncias de efeitos semelhantes, em locais públicos ou de acesso público, de 0h até as 22h de domingo (4).

Bahia

Na Bahia, a proibição ocorrerá apenas em zonas específicas, que seguem decisões dos juízes de algumas seções eleitorais. O portal bahia.ba elenca que alguns juízes do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) publicaram portarias para decretar lei seca em mais de 20 municípios do interior da Bahia ao longo da semana pré-eleição, como Bom Jesus da Serra, Mirante, Miguel Calmon e Amargosa. As portarias referentes à aplicação da Lei Seca nesses e em municípios da Bahia foram publicadas no Diário Oficial do TRE-BA, nº 214, do dia 1° de outubro.

Zonas específicas de restrição

Os estados de Sergipe, Mato Grosso e Goiás adotaram uma proibição que considera apenas algumas zonas eleitorais, cujos juízes estabeleceram restrições.

Por exemplo, no município goiano de Valparaíso de Goiás a restrição vai das 19h de sábado às 18h de domingo, para a venda, a distribuição e o fornecimento de bebidas com qualquer teor alcoólico. 

Já para Pirenópolis, Corumbá e Cocalzinho de Goiás a proibição será a partir das 0 h de domingo até às 18h do mesmo dia – a regra também será aplicada em eventual segundo turno.

As respectivas portarias são Portaria 033ZGO nº 8, de 01 de setembro de 2026 e Portaria nº 026ZGO Nº 6/2026.

Estados sem restrição à venda e consumo de álcool

Onze estados não devem ter nenhum tipo de aplicação da Lei Seca:

  • Alagoas

  • Distrito Federal
  • Rio de Janeiro
  • Minas Gerais
  • Espírito Santo
  • Santa Catarina
  • Paraíba
  • Pernambuco 
  • Mato Grosso do Sul
  • São Paulo 
  • Paraná

Em relação ao Ceará e ao Rio Grande do Norte, a Agência Brasil destacou que são UFs com locais indefinidos ou ainda sem resposta em relação à lei seca nas Eleições Gerais de 2026. Em Rondônia e no Rio Grande do Sul restrições relativas à Lei Seca serão aplicadas conforme definição de cada juiz.

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01/10/2026 17:58h

Levantamento mostra governadora com 42,2% das intenções de voto no cenário estimulado; pesquisa também aponta disputa acirrada por uma das vagas ao Senado

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A quinta rodada da pesquisa Opinião Inteligência Política, contratada pelo jornal Correio Braziliense, mostra a governadora Celina Leão (PP) com 53,1% dos votos válidos na disputa pelo Governo do Distrito Federal. Leandro Grass (PT) aparece em segundo lugar, com 27,5%, seguido por Paula Belmonte (PSDB), com 9,7%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (30).

Ainda no recorte de votos válidos, que exclui votos brancos, nulos e eleitores indecisos, Ricardo Cappelli (PSB) tem 3,5%, Kiko Caputo (Novo), 2,8%, e Samara Mineiro (UP), 1,5%. Os demais candidatos registram menos de 1% cada.

Celina tem 42,2% no cenário estimulado

Considerando todos os entrevistados no cenário estimulado — quando os nomes dos candidatos são apresentados ao eleitor — Celina Leão aparece com 42,2% das intenções de voto, contra 21,9% de Leandro Grass e 7,7% de Paula Belmonte.

Na sequência estão Ricardo Cappelli, com 2,8%, e Kiko Caputo, com 2,2%. Os demais candidatos têm percentuais inferiores a 2%. 

Na pesquisa espontânea, 30,9% ainda estão indecisos

Quando os entrevistados são questionados sem receber uma lista de candidatos, Celina Leão aparece com 31,3% das citações, enquanto Leandro Grass registra 17,4% e Paula Belmonte, 3,9%.

José Roberto Arruda (PSD), que teve o registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ainda é citado espontaneamente por 2,5% dos entrevistados. Ricardo Cappelli tem 1,7% e Kiko Caputo, 1,3%.

O levantamento mostra ainda 30,9% de eleitores indecisos na pesquisa espontânea, enquanto 10,6% afirmam que pretendem votar branco ou nulo.

Cenário de segundo turno

A pesquisa também simulou um eventual segundo turno entre Celina Leão e Leandro Grass. Nesse cenário, Celina aparece com 50,8% das intenções de voto, contra 32,9% de Grass. Brancos e nulos somam 10,6% e 3,6% não souberam avaliar.

Rejeição

No índice de rejeição, quando o eleitor aponta em quem não votaria de jeito nenhum, Leandro Grass aparece com 32,1%, em empate técnico com Celina Leão, que registra 31,2%.
Kiko Caputo tem 7,4% de rejeição; Ricardo Cappelli, 6,1%; e Paula Belmonte, 5,7%.

Senado: Michelle Bolsonaro lidera, e três candidatas aparecem próximas pela segunda vaga

Na disputa por duas vagas ao Senado pelo Distrito Federal, Michelle Bolsonaro (PL) aparece com 23% das intenções de voto na pesquisa estimulada.

A segunda posição registra uma diferença inferior à margem de erro: Leila do Vôlei (PDT) tem 17,7% e Bia Kicis (PL), 17,3%. A candidata Érika Kokay (PT) aparece logo atrás, com 14,4%. Sebastião Coelho (Novo) soma 2,3%, enquanto os demais candidatos têm 1% ou menos cada. 

A margem de erro da pesquisa é de 2,9 pontos percentuais. Com isso, as diferenças entre Leila, Bia e Érika precisam ser interpretadas dentro da faixa de variação do levantamento.

Na pesquisa espontânea, Michelle Bolsonaro tem 16%, seguida por Bia Kicis, com 11,6%, Leila do Vôlei, com 9,9%, e Érika Kokay, com 8,8%. O levantamento mostra que 35,9% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.

Câmara dos Deputados: Fábio Félix aparece na liderança

Para as oito cadeiras do Distrito Federal na Câmara dos Deputados, Fábio Félix (PSOL) é o candidato mais citado na pesquisa espontânea, com 5,06% das intenções de voto.
Rafael Prudente (MDB) aparece em seguida, com 3,1%, e Alberto Fraga (PL) tem 3,02%. Julio Cesar (Republicanos) registra 2,78%, enquanto Izalci Lucas (PL) aparece com 2,29%.
Também estão entre os dez nomes mais citados Fred Linhares (Republicanos), com 1,96%; Rodrigo Rollemberg (PSB), com 1,31%; Carlos Dalvan (União), com 1,06%; Professor Reginaldo Veras (PV), com 0,98%; e Zé Humberto (MDB), com 0,9%.

Câmara Legislativa: Max Maciel lidera entre os nomes citados

Na disputa pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Max Maciel (PSOL) aparece com 3,02% das intenções de voto na pesquisa espontânea.
Jaqueline Silva (MDB) tem 2,37%, seguida por Rogério Morro da Cruz (PSD), com 2,20%, Joaquim Roriz Neto (PL), com 1,96%, e Eduardo Pedrosa (União), com 1,88%.
Também aparecem entre os mais citados Chico Vigilante (PT), com 1,47%; Rôney Nemer (PP), com 1,39%; Pepa (PP), com 1,39%; Martins Machado (Republicanos), Robério Negreiros (Podemos) e André Kubitschek (PL), todos com 1,22%. 

Metodologia

A pesquisa ouviu 1.225 eleitores com 16 anos ou mais, presencialmente, em 31 das 33 regiões administrativas do Distrito Federal, entre os dias 26 e 28 de setembro de 2026.
A margem de erro é de 2,9 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número DF-00922/2026.
 

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01/10/2026 00:03h

Levantamento do Trata Brasil mostra que 87% dos programas mencionam o tema, mas apenas 16 apresentam metas tangíveis

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Apenas 13 dos 62 principais candidatos aos governos estaduais analisados pelo Instituto Trata Brasil apresentam planos considerados abrangentes para o saneamento básico. O número corresponde a cerca de 21% da amostra. O estudo avaliou propostas de governo de candidatos considerados competitivos nas eleições de 2026.

O levantamento avaliou a presença do compromisso com o saneamento nos planos de governo dos candidatos com maior probabilidade de serem eleitos ou de disputar o segundo turno. 

A análise considerou quatro eixos: planejamento, regionalização e coordenação para a universalização; viabilização de investimentos e superação de gargalos para a universalização; governança e regulação; e metas tangíveis. 

Apesar de o saneamento aparecer nos programas avaliados, o levantamento aponta diferença entre mencionar a universalização e apresentar compromissos objetivos. O tema é citado em 54 dos 62 planos, o equivalente a 87% da amostra. Já as metas tangíveis aparecem em apenas 16 documentos, o que representa 26%.

Para a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, a análise levou em consideração a presença do saneamento nos programas, a profundidade das propostas e a relação entre os compromissos apresentados e os déficits de cada estado.

“Os estados que têm indicadores piores em relação ao saneamento básico deveriam estar mais comprometidos em relação a esse tema, mas não é isso que a gente identificou em relação ao estudo”, destaca.

Um dos exemplos citados por Luana é o Maranhão. Segundo o levantamento, o estado teve a menor média de comprometimento entre as 27 unidades da Federação, com 1,5. Os dados também apontam que o estado maranhense tem o menor percentual de esgoto tratado do país, sendo 12,24%. 

Em 2024, o estado registrava 53,68% de atendimento de água, 27,39% de atendimento de esgoto e 12,24% de tratamento de esgoto.

Panorama nacional

O Trata Brasil aponta que grande parte dos planos de governo aborda o tema de forma transversal, incluindo dois ou três dos quatro eixos analisados.

Das 62 propostas de governo avaliadas, cinco tiveram a abordagem classificada como superficial, por abordar somente um dos eixos; outros 44, que representam mais de 70%, tiveram classificação como transversal. Desses, 15 trazem apenas dois eixos, enquanto 29 abordaram três eixos. Por fim, apenas 13 apresentaram abordagem abrangente, por destacarem todos os quatro eixos. 

Na avaliação do instituto, a pauta integra o debate eleitoral, no entanto, ainda precisa de maior profundidade, metas verificáveis e instrumentos de acompanhamento.

Luana Pretto pontua a importância de os governos estabelecerem metas claras para ampliar os serviços de saneamento no país.

“Uma meta, ela precisa ter indicador, precisa ter prazo, precisa ser um compromisso do governo para que, a partir daí, se possa desencadear todas as ações necessárias, desde a regionalização, à busca de investimentos, fortalecimento da regulação e todas as ações que precisam ser feitas para que essas metas sejam alcançadas, porque apenas falar de universalização e não se comprometer com o dado torna esse compromisso vago”, menciona Pretto.

Comprometimento regional

A análise regional buscou, ainda, mostrar como o comprometimento dos candidatos com o saneamento varia entre as cinco macrorregiões brasileiras. O estudo compara a média de comprometimento dos planos de governo com indicadores do SINISA de 2024, como atendimento de água, coleta e tratamento de esgoto e investimento por habitante.

A pesquisa identificou que o comprometimento dos candidatos considerados com o saneamento não acompanha a situação real do setor em cada região. Para o Trata Brasil, o cenário “impede a identificação de um padrão regional simples”, diz um trecho do estudo. 

A Região Nordeste apresentou o maior comprometimento médio nacional (2,95), mesmo que apresente os segundos piores indicadores do SINISA. Em seguida aparece o Sudeste, que atingiu os melhores patamares nos indicadores citados, e a terceira posição em comprometimento médio dos candidatos (2,78). 

Em contrapartida, a Região Norte, que mostra os piores indicadores de saneamento apresentados, ocupa a penúltima média em comprometimento (2,71). 

Já o Centro-Oeste, com a segunda melhor posição para a cobertura de água, coleta e tratamento de esgoto do país, ao mesmo tempo registra a menor média entre as cinco regiões (2,70), conforme o estudo.

Em relação à abordagem transversal, há predominância em todas as regiões, chegando a 90% dos planos no Centro-Oeste. Já a superficial aparece com menor frequência, com maior presença no Sul (17%) e ausente no próprio Centro-Oeste. 

Cenário estadual

No recorte estadual, o levantamento destaca alguns cenários que merecem atenção. Estados com níveis semelhantes de comprometimento apresentam realidades muito distintas, como o contraste entre o Distrito Federal e Rondônia. As duas UFs possuem a mesma média (3,33), mas apresentam resultados muito diferentes nos indicadores do SINISA. 

Já Pernambuco é o único estado a alcançar a média máxima de comprometimento, de 4,00. No entanto, menos de 30% do esgoto é coletado e tratado no estado pernambucano. 

O Acre, por sua vez, tem menor atendimento de água (44,27%) e o menor investimento médio por habitante (R$ 14,95), registrando média de comprometimento de 2,33.

Os 13 planos classificados como abrangentes estão distribuídos por 12 estados, com Pernambuco sendo a única UF em que há dois planos incluídos na amostra com classificação máxima. 

Estudo

O levantamento foi feito com base nos planos de governo disponíveis na plataforma do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de setembro. A seleção dos candidatos considerou aqueles com maior probabilidade de serem eleitos ou de disputar o segundo turno, conforme pesquisas de intenção de voto divulgadas entre 22 de agosto e 4 de setembro.

No total, foram considerados os 26 estados e o Distrito Federal, resultando numa amostra total de 62 candidatos. 

Prazo para universalização

O estudo também chama atenção para o período de 2027 a 2030, que antecede o prazo de 2033 estabelecido para a universalização dos serviços de saneamento. Segundo os dados apresentados no levantamento, cerca de 33 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada e quase 90 milhões não contam com coleta de esgoto.

Para Luana Pretto, os próximos quatro anos devem envolver medidas como regionalização dos serviços, ampliação dos investimentos, fortalecimento da regulação e inclusão de populações vulneráveis e rurais.

“É importante que caso não haja a regionalização dos serviços de saneamento no estado, que se busque essa regionalização para que municípios grandes e pequenos sejam incluídos nesse processo de universalização”, afirma.

A presidente-executiva do Trata Brasil também defende que drenagem e manejo de águas pluviais sejam considerados nas políticas estaduais quando houver necessidade, especialmente diante de problemas relacionados a enchentes.

Segundo ela, a falta de saneamento também está associada a impactos na saúde e no desenvolvimento social. Luana cita 344 mil internações por doenças associadas à falta de saneamento e quase 5 mil óbitos, além de efeitos sobre a escolaridade e a renda dos trabalhadores.

“Faz-se necessário que cada um dos eixos que nós apontamos nesse estudo sejam levados em consideração na implementação dessas ações e que as metas sejam cumpridas dentro do prazo estabelecido.”
 

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29/09/2026 00:06h

TSE publica novo manual com orientações sobre documentos aceitos, uso do e-Título, ordem de votação e regras para celular na cabine; eleitorado escolhe seis cargos no primeiro turno, em 4 de outubro

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Faltando poucos dias para o primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou um novo Manual do Eleitor, com orientações práticas para os quase 160 milhões de brasileiros aptos a votar. A publicação reúne recomendações como documentação, uso do e-Título e a ordem de votação na urna eletrônica.

Que documento levar

Para ser identificado na seção eleitoral, o eleitor deve apresentar um documento oficial com foto. Serão aceitos: carteira de identidade, Carteira de Identidade Nacional (CIN), identidade social, passaporte, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), carteira de trabalho física ou digital, carteira profissional emitida por conselho de classe e o próprio e-Título, desde que tenha foto. A Justiça Eleitoral aceita documentos mesmo vencidos, desde que a fotografia ainda permita identificar o eleitor.

Para que serve o e-Título

O aplicativo e-Título, disponível gratuitamente para celular, pode ser usado para consultar o local de votação, verificar a situação eleitoral e, em determinadas condições, também para identificação no momento de votar. A recomendação do TSE é baixar o aplicativo com antecedência e evitar deixar essa etapa para a última hora.

Seis votos e uma ordem a decorar

Nas Eleições 2026, o eleitor vota seis vezes na urna, na seguinte ordem: deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República. Diferentemente de 2022, quando havia apenas uma vaga em disputa para o Senado, neste ano são duas vagas, por isso, o eleitor precisa escolher dois candidatos diferentes para o cargo, sem repetir o mesmo número.

Cada cargo tem uma quantidade própria de dígitos: quatro números para deputado federal, cinco para deputado estadual ou distrital, três para senador e dois para governador e presidente. Antes de confirmar o voto, a urna mostra a foto, o nome, o cargo e a sigla partidária do candidato. Por isso, o TSE recomenda conferir essas informações na tela antes de apertar a tecla "Confirma". Caso perceba um erro, o eleitor pode usar a tecla "Corrige" e digitar novamente o número correspondente àquele cargo.

Pode levar celular e "colinha"?

O eleitor pode levar o celular ao local de votação, mas não pode entrar com o aparelho na cabine, já que a legislação eleitoral proíbe qualquer equipamento capaz de fotografar, filmar ou fazer radiocomunicação durante o voto, para preservar o sigilo. Já a chamada "colinha", anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos, é permitida e recomendada pelo TSE para agilizar a votação e evitar erros na hora de digitar os números na urna.

Horário de votação e justificativa

As seções eleitorais funcionarão das 8h às 17h, no horário de Brasília. No Acre, por exemplo, a votação ocorre das 6h às 15h, conforme o fuso local. Os portões são fechados às 17h, mas quem já estiver na fila até esse horário poderá votar normalmente. Eleitores que estiverem fora do domicílio eleitoral no dia da votação podem justificar a ausência no próprio dia, seja pelo aplicativo e-Título, seja nos locais destinados a receber as justificativas.

Segundo turno

Caso nenhum candidato a presidente ou a governador atinja o número de votos necessário para vencer no primeiro turno, ou seja, mais de 50% dos votos válidos (maioria absoluta), o segundo turno para essas disputas ocorrerá em 25 de outubro, seguindo as mesmas regras de documentação e funcionamento das seções eleitorais.

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28/09/2026 17:08h

Já o candidato do PT alcança 50% das intenções de voto no Norte e 58% no Nordeste. No cenário geral, os dois adversários empatam com 42% das intenções de voto. Levantamento foi encomendado por O Globo e pela Globo

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O recorte regional da pesquisa Quaest sobre a eleição presidencial mostra diferenças entre as regiões do país em um eventual segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Enquanto Flávio lidera em três regiões, Lula alcança 50% das intenções de voto no Norte e 58% no Nordeste. No recorte geral, os dois aparecem empatados, com 42% cada.

Seguindo a divisão regional do eleitorado, Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em três regiões. No Sul, o senador marca 54% das intenções, contra 29% de Lula; no Sudeste, aparece com 43%, ante 37% do candidato do PT. Já no Centro- Oeste, o senador marca 57% e Lula 29% das intenções de voto do eleitorado brasileiro.

Conforme o portal g1.globo.com, na pesquisa anterior, como Flávio tinha 42%, contra 41% de Lula, os números apontavam para um empate técnico. Na atual rodada, o presidente Lula aparece 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 34% no primeiro turno. Nesse cenário, os dois saíram da situação de empate técnico em que se encontravam na semana anterior.

Já no cenário geral, em um eventual 2° turno, os dois adversários empatam com 42% das intenções de voto.

Ainda em relação ao balanço nacional de 2° turno testado, Lula tem 46% contra 30% de Romeu Zema (Novo), 43% contra 40% de Ronaldo Caiado (PSD), 42% contra 39% de Renan Santos (Missão) e 42% ante 33% de Augusto Cury (Avante).

Cenários regionais 

Para identificar a intenção de voto dos brasileiros, a pesquisa considerou diversos segmentos sociais, como faixa de renda, escolaridade, religião, idade e gênero dos eleitores. Entre as áreas analisadas, a região também é considerada.

Para a pesquisa Quaest, Lula também foi testado contra Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).

Confira o percentual de intenções de voto por região

Lula (PT) X Ronaldo Caiado (PSD)

Em um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 61% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista; já 29% em Caiado. Lula também lidera nas intenções de voto no Norte, com 51% ante 38% do adversário. 

Nas demais regiões do país, o candidato do PSD lidera. Entre os eleitores que participaram da pesquisa no Centro-Oeste, 60% votaria em Caiado e  24% em Lula; no Sudeste, o candidato do PSD alcança 41% das intenções ante 37% marcadas pelo candidato do PT; e no Sul, Caiado marca 47%, ante 31% do petista.

Lula (PT) X Romeu Zema (Novo) 

No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional no Nordeste (63%), no Norte (53%) e no Sudeste (40%), segundo o recorte por região da Quaest. No Nordeste, Zema alcançou 20%; no Norte 34%, e no Sudeste, 33%.

O candidato do Novo lidera na Região Sul, com 38% ante 32% do candidato petista, e no Centro-Oeste, com 36% contra 34% de Lula.

Lula (PT) X Renan Santos (Missão)

Renan Santos, por sua vez, lidera em três regiões brasileiras. No Sudeste, Renan alcança 41%, ante 38% do candidato do PT. No Centro-Oeste, 48% contra 32% de Lula, e tem vantagem, ainda, no Sul, onde soma 42%, ante 29% do petista.

Lula (PT) X Augusto Cury (Avante)

A pesquisa Quaest também analisou um eventual 2° entre o presidente Lula e o escritor Augusto Cury. 

Confira o percentual por região, considerando Lula contra Cury:

  • Nordeste: petista registra 59% das intenções dos participantes ouvidos pela Quaest, contra 24% de Cury;
  • Norte: Lula alcança 52%, ante 36% do candidato do Avante;
  • Sudeste: Lula aparece com 37% e Cury com 36%;
  • Sul: Cury lidera, somando 40%, ante 23% de Lula; 
  • Centro-Oeste: Cury alcança 34%, e Lula alcança 31%.

Pesquisa Quaest 

Para a pesquisa, a Quaest entrevistou 2.004 eleitores de 16 anos ou mais, em todo o país, entre os dias 24 e 27 de setembro.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa é BR-06520/2026.
 

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27/09/2026 00:02h

novo calendário estabelece prazos entre setembro e novembro para cadastro, análise e conclusão das programações municipais

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O Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) divulgou um novo cronograma para a execução das emendas parlamentares individuais impositivas de 2026 destinadas à estruturação da Rede de Serviços e ao fortalecimento da gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

A mudança consta no Comunicado EstruturaSUAS 5 e envolve recursos impositivos da Ação 219G do orçamento. O calendário substitui o cronograma divulgado anteriormente e estabelece novas datas para as etapas de cadastramento e análise das programações apresentadas pelos municípios.

VEJA MAIS:

Novo cronograma

Com a alteração, o EstruturaSUAS foi aberto no dia 24 de setembro. O sistema do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social é utilizado para a gestão das transferências fundo a fundo na assistência social.

O novo calendário estabelece os seguintes prazos:

  • 16 de outubro: limite para parlamentares ou gestores da Assistência Social registrarem no sistema a indicação dos beneficiários finais ou a delegação da indicação da emenda;
  • 6 de novembro: prazo para gestores e Conselhos da Assistência Social enviarem as programações;
  • 19 de novembro: data-limite para os municípios complementarem informações, caso haja solicitação do FNAS;
  • 27 de novembro: conclusão do processo, incluindo a definição de registro de impedimento técnico nos casos em que a emenda não poderá ser paga.

 

Destinação dos recursos

As programações podem ser destinadas tanto a ações de custeio, classificadas no Grupo de Natureza de Despesa 3 (GND3), quanto a investimentos, no GND4. A execução deve seguir as normas que regulamentam os limites e os critérios para solicitação das emendas.

Outro requisito para a liberação dos recursos é a atualização do Cadastro Nacional do SUAS (CadSUAS), necessária para garantir a conformidade da instrução processual.

Os gestores municipais também devem observar situações que podem resultar no registro de impedimento técnico no Sistema Integrado de Orçamento e Planejamento (Siop). Entre elas estão a ausência de indicação da unidade beneficiária, o não cadastramento da programação pelo ente federado, a falta de aprovação pelo Conselho de Assistência Social e indicações em desacordo com as normas vigentes.

Também podem impedir a execução das emendas valores abaixo dos limites mínimos ou acima do teto estabelecido pelas normas, além de programações incompatíveis com a Política de Assistência Social.

Defeso eleitoral

As transferências voluntárias da União, incluindo recursos de emendas parlamentares, estão suspensas desde 4 de julho devido ao período de defeso eleitoral. Os atos preparatórios para o recebimento dos recursos, no

entanto, devem continuar normalmente.

Dessa forma, os procedimentos previstos no novo cronograma poderão ser realizados durante o período, enquanto os pagamentos pela União poderão ocorrer após o segundo turno das eleições.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca ainda que a sustentabilidade da Política de Assistência Social depende da regularidade dos repasses e aponta que o envio de recursos de emendas sem critérios alinhados ao pacto federativo pode comprometer as finanças municipais.

Com informações da CNM.
 

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21/09/2026 17:00h

Levantamento mostra Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 45% no segundo turno; diferença está dentro da margem de erro de dois pontos percentuais

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As intenções de voto para a Presidência da República apresentam diferenças entre as regiões do país na 15ª rodada da pesquisa BTG/Nexus. No primeiro turno, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente em duas das quatro regiões analisadas: Norte/Centro-Oeste e Sul. Lula lidera no Nordeste, enquanto os dois empatam no Sudeste, com 39% cada.

No cenário nacional estimulado, Lula registra 40% das intenções de voto, contra 37% de Flávio Bolsonaro. A diferença de três pontos percentuais está dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para mais ou para menos. Na rodada anterior, Lula tinha 42% e Flávio, 37%.

Augusto Cury aparece com 6%, seguido por Ronaldo Caiado, com 5%, Renan Santos, com 3%, e Romeu Zema, com 1%.

Primeiro turno por região

Nas regiões Norte/Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro aparece com 42%, contra 34% de Lula. Ronaldo Caiado registra 11%, seguido por Augusto Cury, com 5%, Renan Santos, com 2%, e Romeu Zema, com 1%.

Já no Nordeste, Lula tem 52% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 30%. Augusto Cury aparece com 8%, Ronaldo Caiado com 4%, Renan Santos com 1% e Romeu Zema não pontua.

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Em relação ao Sudeste, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 39% cada. Augusto Cury registra 5%, enquanto Ronaldo Caiado e Renan Santos têm 4% cada. Romeu Zema soma 1%.

No Sul do país, Flávio Bolsonaro registra 43%, contra 27% de Lula. Augusto Cury aparece com 9%, Renan Santos com 6%, Ronaldo Caiado com 5% e Romeu Zema com 2%.

Segundo turno

Na simulação nacional de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o petista registra 46% das intenções de voto, enquanto o candidato do PL aparece com 45%. A diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro de dois pontos.

Na rodada anterior, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 46%. Os dois oscilaram um ponto percentual para baixo nesta edição.

O recorte regional mostra Flávio Bolsonaro à frente em três das quatro regiões. Lula aparece com maior percentual apenas no Nordeste. Confira:

Norte/Centro-Oeste:

  • Lula: 43%
  • Flávio Bolsonaro: 49%

Nordeste:

  • Lula: 58%
  • Flávio Bolsonaro: 35%

Sudeste:

  • Lula: 45%
  • Flávio Bolsonaro: 46%

Sul:

  • Lula: 30%
  • Flávio Bolsonaro: 57%

Metodologia

A pesquisa ouviu 2.006 eleitores por telefone, por meio do sistema CATI, entre os dias 18 e 20 de setembro de 2026. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

O levantamento considera eleitores com 16 anos ou mais residentes em todo o território nacional. A pesquisa teve cobertura nas 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-00485/2026.
 

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19/09/2026 05:00h

Medida prevista no Código Eleitoral visa garantir o equilíbrio da disputa

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Desde o último sábado (19), candidatas e candidatos que disputam as Eleições 2026 não podem ser presos ou detidos por qualquer autoridade, salvo em caso de flagrante delito. A medida passa a valer 15 dias antes do primeiro turno e segue até 6 de outubro, 48 horas após o encerramento da votação.

De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC), a regra prevista no artigo 236 do Código Eleitoral tem como objetivo assegurar o equilíbrio da disputa e evitar prisões arbitrárias contra concorrentes da corrida eleitoral. A proteção também alcança mesários e fiscais de partidos políticos durante o exercício de suas funções.

O flagrante delito ocorre quando a pessoa é surpreendida cometendo o crime, acaba de cometê-lo, é perseguida logo após o ato ou é encontrada com instrumentos que indiquem a autoria, segundo o Código de Processo Penal.

 

Regra para eleitores

O TRE-SC destaca ainda que a restrição para os eleitores começa em 29 de setembro (cinco dias antes do pleito). Para o eleitorado, a prisão só é permitida em três situações:

  • Flagrante delito;
  • Sentença condenatória por crime inafiançável;
  • Desrespeito a salvo-conduto.

 

Acesse a íntegra do Código Eleitoral (Lei nº 4.737/1965) aqui. 


 

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15/09/2026 17:00h

Pesquisa mostra que no 1° turno Lula (PT) avança de 39% para 42% das intenções de voto; já Flávio Bolsonaro (PL) passou de 35% para 37%. O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em seguida, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 2%, e Zema (Novo), com 1%.

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No cenário regional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as simulações de 2° turno nas regiões Nordeste e no Sudeste, mas fica atrás dos adversários nas regiões Norte/Centro-Oeste e Sul. Os dados são da pesquisa BTG/Nexus, sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada no dia 14 de setembro. 

A 14ª rodada da Pesquisa BTG/Nexus mostra que o cenário eleitoral para a eleição presidencial de 2026 segue competitivo no 1° turno, com Lula  (PT) à frente de Flávio Bolsonaro (PL). Os dados mostram que o petista avança de 39% para 45% das intenções de voto, já o candidato do PL passou de 35% para 37%.

O escritor Augusto Cury (Avante) aparece em seguida, com 6%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD), com 5%, Renan Santos (Missão), com 2%, e Zema (Novo), com 1%.

O levantamento também mostra que a consolidação das preferências eleitorais aumentou. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no 1°turno, 83% afirmam que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Outros 17% dizem que ainda podem mudar o voto. O índice de decisão consolidada avançou de 81% em relação à rodada anterior para 83% agora.

Recorte regional: cenários de 2° turno analisados

A pesquisa também testou cinco cenários de eventual segundo turno entre Lula (PT) e os candidatos Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) , Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão). Em todos os cenários, Lula lidera no Nordeste e no Sudeste, enquanto os adversários aparecem à frente no Norte/Centro-Oeste e no Sul. O candidato do PT também lidera no Norte/Centro-Oeste contra o adversário do Missão.

Lula x Flávio Bolsonaro

O levantamento mostra que no recorte regional do eleitorado, considerando o cenário Lula contra Flávio Bolsonaro (PL) no 2° turno, o petista lidera com 61% das intenções de voto no Nordeste e 48% no Sudeste. Já o senador atingiu 33% entre o eleitorado nordestino e 43% entre os moradores do Sudeste.

Em contrapartida, Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com 68% das intenções de voto, ante 29% do petista. Já no recorte Norte/Centro-Oeste, o senador marca 53% e Lula 39% das intenções de voto entre os entrevistados.

Lula x Ronaldo Caiado

No cenário de um eventual 2° turno entre Lula e Ronaldo Caiado (PSD), 64% dos respondentes da Região Nordeste votaria no candidato petista, já 28% em Caiado. Lula também lidera no Sudeste, com 46% ante 42% do adversário. 

Nas demais regiões do país, o candidato do PSD aparece na liderança. Caiado lidera entre os eleitores que participaram da pesquisa no Norte/Centro-Oeste, com 51% das intenções de voto, contra 38% de Lula; e no Sul, com 55% das intenções ante 29% registradas em relação ao candidato do PT.

Lula x Romeu Zema

No cenário contra Romeu Zema (Novo) no 2° turno das eleições, Lula mantém vantagem regional nas regiões Nordeste e Sudeste. Já nas regiões Sul e Norte/Centro-Oeste, Zema aparece à frente. 

Confira o percentual por região, considerando Lula X Romeu Zema: 

  • Nordeste: petista registra 64% das intenções dos participantes ouvidos, contra 26% de Zema;
  • Sudeste: Lula alcança 49%, ante 39% do candidato do Novo;
  • Sul: Zema lidera, somando 52%, ante 29% de Lula;
  • Norte/Centro-Oeste: Zema aparece com 45%, ante 42% de Lula. 

Lula x Renan Santos

Em um eventual 2° turno contra Renan Santos (Novo), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém vantagem regional nas regiões Nordeste, Sudeste e no recorte Norte/Centro-oeste. Na Região Nordeste, o petista registra 64% das intenções de voto, contra 26% de Renan Santos. Já no Sudeste, Lula aparece com 47%, ante 37% do candidato do Novo. 

Lula também lidera no recorte mapeado pela pesquisa, que considera Norte/Centro-Oeste, com 44% ante 39% de Renan. 

Renan Santos, por sua vez, lidera apenas no Sul, com 51%, ante 28% de Lula (PT).

Pesquisa BTG/Nexus

Para a pesquisa, foram entrevistados 2.003 eleitores por telefone, entre os dias 11 e 13 de setembro de 2026. O levantamento ouviu eleitores em todas as 27 unidades da federação, com distribuição proporcional por região.

A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-04076/2026. 
 

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14/09/2026 00:01h

Índice do Observatório Participa reúne dados de comparecimento às urnas, filiação partidária e alistamento eleitoral de jovens de 16 e 17 anos

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Cidades menores, do interior e menos urbanizadas concentram os maiores níveis de participação partidário-eleitoral no Brasil. É o que mostra o Índice da Participação Partidário-Eleitoral nos Municípios Brasileiros (IPar-Eleitoral), divulgado pelo Observatório Participa, projeto de extensão e difusão científica do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) Participa. 

Elaborado com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) referentes a 2024, o IPar-Eleitoral reúne três formas distintas de participação cívica: o comparecimento às urnas, o alistamento eleitoral voluntário de jovens de 16 e 17 anos e a filiação partidária. 

Segundo a pesquisa, na maioria dos municípios brasileiros, entre 80% e 90% do eleitorado comparecem às urnas. A filiação partidária representa, em geral, de 10% a 20% do eleitorado, enquanto o alistamento voluntário de jovens de 16 e 17 anos varia entre 5% e 15% da população nessa faixa etária. 

O estudo também mostra que municípios mais populosos e urbanizados tendem a registrar, proporcionalmente, menores níveis de participação partidário-eleitoral. Em Oliveira de Fátima (TO), município com 1.164 habitantes, segundo o IBGE, o IPar-Eleitoral atingiu a pontuação máxima de 100 pontos. Grupiara (MG), com 1.392 habitantes, registrou 97,7 pontos. 

Na outra ponta do ranking estão as duas cidades mais populosas do país. São Paulo alcançou 10,6 pontos no índice, enquanto o Rio de Janeiro registrou 6,0. 

A análise regional mostra ainda que o Norte apresenta a maior média de participação partidário-eleitoral do país. Já os estados da Região Sudeste registram índices consideravelmente inferiores à média nacional. 

“Esse resultado mostra que o peso das regiões na dinâmica eleitoral não se define apenas pelo tamanho dos seus eleitorados. Afinal, a intensidade e a disposição da população em participar também importam para os próprios resultados eleitorais”, destaca Carla Almeida, professora da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e uma das coordenadoras do Observatório Participa, responsável pelo IPar-Eleitoral. 

Explicação para os resultados

Segundo Carla Almeida, apesar de o índice apontar uma maior participação partidário-eleitoral em municípios de menor porte, ainda são necessárias novas pesquisas para explicar as razões desse comportamento. 

“Nós encontramos na literatura especializada argumentos que defendem que, em municípios menores, a participação tende a ser mais intensa, porque a política é mais próxima dos cidadãos e cidadãs. Essa proximidade favoreceria o engajamento. Por outro lado, ela também tornaria esse engajamento mais esperado, já que, nesses contextos, as escolhas e os comportamentos políticos individuais adquirem maior visibilidade e, inclusive, maior cobrança”, afirma. 

Índice permite comparar municípios 

Carla Almeida ressalta que o IPar-Eleitoral não pretende medir todas as formas de participação política nem avaliar a qualidade da democracia brasileira. O objetivo é oferecer uma medida comparável sobre a relação da população com as instituições eleitorais e partidárias em cada município do país. 

“A qualidade do índice é justamente essa: apresentar esse diagnóstico, possibilitar conhecer melhor a realidade brasileira e, com isso, permitir com que a gente elabore perguntas mais qualificadas com essa fundamentação empírica, além de poder subsidiar ações para aprimorar a participação política.” 

Os resultados do IPar-Eleitoral estão disponíveis para consulta pública, município por município, no site do INCT Participa.

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